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As tecnologias que a Samsung abandonou e a Apple aproveitou para o iPhone

A Samsung experimentou recursos que acabaram por desaparecer dos seus smartphones. Anos depois, a Apple apostou em tecnologias semelhantes nos seus novos iPhone, incluindo o primeiro modelo dobrável.

iPhone Duo
Crédito@Apple

Apesar da reputação da Apple como a principal ditadora de tendências do mercado tecnológico, a inovação nem sempre segue é linear. Em vários momentos, a gigante de Cupertino esperou que a sua rival Samsung experimentasse novas funcionalidades para anos mais tarde reintroduzir essas mesmas tecnologias nos seus dispositivos.

A entrada da Apple no mercado dos dobráveis com o iPhone Duo veio expor este fenómeno, demonstrando como ideias descartadas pela concorrência podem ganhar uma nova vida sob a chancela da maçã.

1. Câmaras com abertura variável

A Samsung estreou a câmara de abertura mecânica variável em 2018 com o lançamento do Galaxy S9 e S9+, mantendo a funcionalidade na geração Galaxy S10 (2019). No entanto, a gigante sul-coreana acabou por abandonar o mecanismo nos modelos seguintes devido à complexidade do hardware e ao avanço do processamento de imagem por software.

  • O regresso na Apple: A tecnologia ressurgiu nos dois modelos topo de gama da marca, o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max. A Apple adotou um sistema mecânico com lâminas de precisão para alternar a abertura da lente, permitindo um controlo físico da profundidade de campo e da entrada de luz.

2. Pen Stylus em ecrãs dobráveis

Em 2021, a Samsung tornou o Galaxy Z Fold 3 compatível com a S Pen, uma funcionalidade mantida até ao Galaxy Z Fold 6 em 2024. Contudo, nas gerações dobráveis seguintes, a empresa optou por focar-se em perfis mais finos e no alívio do peso do dispositivo, abandonando o suporte para stylus em ecrãs flexíveis.

  • O regresso na Apple: A Apple seguiu o caminho oposto no seu dobrável iPhone Duo. O dispositivo conta com suporte total para a Apple Pencil, permitindo tirar notas, desenhar e assinar documentos diretamente no ecrã interno flexível.

3. Câmara frontal sob o ecrã (UDC)

Introduzida no Galaxy Z Fold 3 (2021) e presente até ao Z Fold 6 (2024), a tecnologia de câmara oculta sob o ecrã (Under-Display Camera) permitia uma visualização sem interrupções visuais. No entanto, o "sacrifício" na qualidade da imagem e na resolução das selfies levou a Samsung a abandonar esta abordagem nos seus dobráveis mais recentes.

  • O regresso na Apple: A Apple decidiu implementar o sensor sob o ecrã precisamente no ecrã interno do iPhone Duo. A lente da câmara FaceTime permanece totalmente invisível quando não está em utilização, oferecendo um painel totalmente contínuo e sem orifícios visíveis para consumo de multimédia.

Embora a Samsung costume assumir o risco de ser a primeira a testar novas tecnologias no mercado, o histórico demonstra que a Apple prefere aguardar que os componentes evoluam antes de os integrar no seu ecossistema.

O reaproveitamento destas três soluções mostra que certas ideias não estavam erradas. Mas precisavam do momento e do contexto tecnológico certos para vingar.

Mónica Marques
Mónica Marques
Mónica Marques é redatora no 4gnews e, ao longo de mais de duas décadas de experiência, já cobriu várias edições do Mobile World Congress e IFA. Assinou centenas de análises detalhadas a smartphones, smartwatches, ecossistemas de smart home e gadgets que podem melhorar a tua rotina.