
Para mim, as melhores séries nem sempre precisam de ser sérias e complexas. Também me apela uma boa série leve, com um ou outro apontamento de humor, para relaxar ao fim de um longo dia de trabalho.
"Running Point" é isso mesmo. Estreou recentemente na Netflix a sua segunda temporada e, como já mal me lembrava da primeira, vi novamente tudo e posso dizer que estou a adorar.
Do que trata a série "Running Point"?
Se és fã de NBA, a série é para ti. Passa-se no universo do basquetebol americano, onde nos mostram o dia a dia de uma das equipas mais famosas da liga: os Los Angeles Waves. Um nome fictício, obviamente, mas aqui é retratada a realidade da equipa: desde o campo, às decisões administrativas, às relações pessoais dos seus intervenientes.
A protagonista é Kate Hudson, que faz de Isla Gordon: a irmã desvairada dos Gordon, que, após um incidente inesperado, acaba por assumir o comando dos Waves. O papel não será fácil, tendo que provar que é competente e também que é uma talentosa mulher de negócios.
Drama à mistura, mas sempre leve
Gosto muito do facto de "Running Point" ter de tudo um pouco na série. Há intriga, há momentos de (baixa) tensão, há dramas de família, há o típico glamour esperado de uma equipa da NBA. No entanto, nada disto acontece sem humor pelo meio.
Se é aquele humor de rir à gargalhada? Certamente que não. No entanto, é o tipo de série que relaxa e o papel de Kate Hudson é exatamente o que se pretendia que fosse. Uma palavra ainda para o restante elenco, que cumpre perfeitamente.
Os diálogos parecem-me bastante naturais, já vi a segunda temporada quase toda e não sinto que nada tenha sido forçado, do ponto de vista do guião. Ainda me deu "vibes" de Disney, por ser uma série tão aconchegante mas divertida ao mesmo tempo.
Dito isto, aconselho principalmente quem é apreciador de desporto, a ver "Running Point". Num estilo parecido, já vi "Ballers" com Dwayne Johnson e gostei bastante. "Running Point" segue a mesma linha, mas com menos tensão e mais humor.
