Samsung e IBM apresentam solução para aumentar drasticamente a autonomia do smartphone

Carlos Oliveira
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A Samsung, em parceria com a IBM, acaba de anunciar um novo método para o desenvolvimento de processadores. O novo processo de fabrico poderá ser utilizado em várias áreas, mas as promessas feitas deixam já os utilizadores de um smartphone a sonhar.

Graças ao novo processo de fabrico desenvolvido pelas duas empresas, a autonomia do smartphone será um dos parâmetros beneficiados. Com efeito, poderemos vir a ter dispositivos com bateria suficiente para uma semana de utilização contínua.

Samsung e IBM prometem smartphones com autonomia para uma semana

Atualmente, vivemos num mundo em que um smartphone com autonomia para dois dias já é uma vitória. Longínquos vão os tempos em que essa longevidade poderia atingir uma semana, mas o anúncio da Samsung e IBM pode ressuscitar esse cenário.

Samsung

O novo processo de fabrico de processadores apresentado pela Samsung e IBM vai revolucionar o método de construção destes componentes. Atualmente, os transístores são posicionados lado a lado, mas esta nova tecnologia promete posicioná-los verticalmente.

Este novo processo foi apelidado pelas empresas de VTFET e irá assim suceder à tecnologia FinFET utilizada atualmente. De acordo com os dados revelados, a nova tecnologia conseguirá duplicar o desempenho dos dispositivos e trará uma redução de 85% no consumo de energia.

Números arrojados e que para o utilizar comum poderá significar uma semana inteira sem ter de se preocupar em carregar a bateria do seu smartphone. Um cenário idílico pelos padrões atuais da tecnologia móvel.

A tecnologia da Samsung e da IBM poderá ser aplicada em outras áreas além do segmento dos smartphones. O novo método VTFET pode ser igualmente utilizado em produtos de IoT e até em naves espaciais.

É ainda mencionado que este método de fabrico poderá beneficiar a mineração de criptomoedas. Isto significaria uma redução significativa nos consumos de energia gerados por esta atividade, o que também a poderá tornar acessível a mais indivíduos.

Como é óbvio, ainda é cedo para termos no mercado dispositivos que beneficiem deste novo processo de desenvolvimento de processadores. A sua materialização poderá ainda demorar alguns anos, mas as promessas dadas deixam-nos entusiasmados com o futuro.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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