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Já acabou o Roaming na Europa – Quais os custos que poderemos sentir?

O Roaming acabou mas poderá a fatura aumentar?

Roaming
A partir de hoje acabam-se as taxas de Roaming na Europa crédito: Getty Images, via: Engadget

Depois de muito debate e discussão, depois de muitos testes e atribulações finalmente aconteceu. A Europa livrou-se das tarifas de Roaming. A medida aplica-se a todos os residentes (pelo menos 8 meses de permanência) dos estados membros com contrato celebrado com uma operadora nestes países.

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Poderás fazer chamadas, enviar SMS ou utilizar o teu pacote de dados em qualquer país da UE tal como se estivesses em casa. Contudo, existem algumas situações – ainda que poucas – que te podem aumentar inesperadamente  a fatura ao fim do mês.

   

Roaming acabou – E agora?

Em primeiro lugar, as operadoras podem impor alguns limites, razoáveis, à utilização de dados enquanto estás a viajar pela Europa. Principalmente se tiveres um plano ilimitado ou um plano muito barato como os tarifários sub-25. As condições variarão consoante as operadoras e assim que todas as principais operadoras nacionais apresentarem as respectivas tabelas teremos acesso a todos esses detalhes importantes.

De momento as operadoras podem te cobrar, no máximo, €7.70 euros (mais impostos) por cada gigabyte que excedas do teu pacote de dados. Este limite é imposto pela própria UE e até 2022 baixará gradualmente para €2.50 euros. Além disso, algumas operadoras poderão aplicar pequenas taxas de Roaming para compensar os planos muito baratos ou pacotes muito abrangentes. Contudo, serão poucas as operadoras que o poderão fazer e de qualquer forma a tarifa de Roaming será muito mais baixa do que anteriormente.

Além disso, se estiveres em viagem por mais de 4 meses também poderás sentir a aplicação de algumas tarifas de Roaming. Pelo lado positivo, alguns países pertencentes ao Espaço Económico Europeu como o Liechtenstein, a Noruega e a Islândia também deverão abolir as tarifas de Roaming num futuro próximo.

Sempre que viajava ou me deslocava ao estrangeiro escusado será dizer que praticamente abdicava das comunicações móveis. Para além da conexão local de Wi-Fi acabava por não usar o telemóvel e posteriormente o smartphone. A partir de agora já não terás desculpas para não ligar aos teus pais e/ou amigos quando saíres do país. Acaba por ser mais uma medida de união entre os países da Europa e um grande trunfo para a cidadania europeia.

Fim do Roaming – impacto na economia nacional

Entre nós a Deco espera um grande aumento na utilização das comunicações quando os portugueses de deslocarem ao estrangeiro. Não é de estranhar que assim seja, depois de vários anos de negociações quando sairmos do país vamos continuar a poder comunicar sem grandes preocupações. Aqui o que realmente importará será o pacote de dados, ou plano que tenhas com a tua operadora.

Roaming
crédito: depositphotos

Na ótica do consumidor é ima grande vitória após anos de negociações paradas pelos lobbys poderosos. Já para as operadoras nacionais isto será uma má notícia para a economia portuguesa. Note-se que Portugal é um país que acolhe mais turistas (Roaming in) do que aqueles que partem de Portugal para qualquer outro ponto do Espaço Económico Europeu. Na prática, os turistas que vinham para Portugal ao pagarem as tarifas de Roaming acabavam por contribuir positivamente para a economia nacional. Algo que obviamente irá diminuir agora que estas foram essencialmente abolidas.

Esta temática do fim do Roaming causou discórdia entre os países do norte e sul da europa. Em causa estaria a fatura suportada pelos países que recebem maior número de turistas e que acabariam por pagar o Roaming da Europa uma vez que será necessário um maior investimento para suportar o uso da rede por clientes que não são os seus. Para além de não receberem qualquer proveito financeiro destes clientes ainda teriam que investir em infraestruturas.

E depois do fim do Roaming na UE?

Em declarações ao JN, o CEO da NOS classifica esta abolição do Roaming como “trapalhona”. Para ele, a não cobrança de tarifas de Roaming deveria ter um limite temporal, uma janela de tempo e não os 365 dias do ano. Esta proposta foi avançada por Jean-Claude Juncker mas como sabemos, acabou por não ser aceite.

Portugal é um dos países do velho continente que mais turistas recebe anualmente e isto poderia acarretar mais custos e menos receitas para as operadoras. Contudo, é também um dos países com uma das infraestruturas de redes mais avançadas da Europa. Em suma, apesar das posições antagónicas entre as operadoras e os consumidores o verdadeiro efeito e impacto do “Fim do Roaming” só poderá ser avaliado daqui a alguns anos.

Agora que o Roaming está praticamente extinto o próximo passo da União será a disponibilização dos conteúdos contratados no teu país de origem, em qualquer outro país da União Europeia.

O Parlamento Europeu já aprovou novas regras que permitirão aos cidadãos da UE que comprarem, legalmente, conteúdos como séries de televisão, jogos de futebol e claro filmes nos seus países de residência, ter acesso a todos esses conteúdos quando se encontrarem noutro país da UE. Seja em trabalho, viagens de negócios, viagens de finalistas ou férias, poderás desfrutar de todos estes teus conteúdos.

As novas normas serão aplicáveis a partir de 2018 e visam combater a atual fragmentação no fornecimento de conteúdos online assim que as pessoas saem do seu país de residência para qualquer outro estado-membro da UE. O exemplo mais fácil será o do Netflix, um serviço extremamente popular em todos os cantos do mundo. Atualmente, um assinante da Netflix em viagem por outro país da UE só pode ver os filmes apresentados pela Netflix aos consumidores desse país.

E tu, como vês esta medida? Planeias aproveitar ao máximo o fim do Roaming ou não te costumas deslocar dentro do espaço europeu?

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