As discussões em torno da PlayStation 6 ganharam um novo foco, e desta vez não é apenas sobre potência bruta, mas sim sobre um objetivo ambicioso: correr jogos com path tracing a 60 FPS. A informação surge a partir de análises técnicas e comentários de especialistas da indústria, que começam a apontar este cenário como algo plausível na próxima geração.
PS6 pode finalmente tornar o path tracing jogável nas consolas
O path tracing é uma evolução do ray tracing, ainda mais exigente, capaz de simular iluminação de forma extremamente realista. Hoje, esta tecnologia ainda está muito limitada a PCs topo de gama, mas isto pode mudar com a PS6.
Segundo especialistas da Digital Foundry, o salto de desempenho esperado — com uma arquitetura baseada na AMD RDNA 5 — pode permitir que a consola vá além do que vemos atualmente (via site WCCFTech). Se a PlayStation 5 Pro já conseguiu correr path tracing a 30 FPS com otimizações, conforme revelou uma demonstração recente da Eletronic Arts com F1 2025, abre-se caminho para que a PS6 consiga atingir 30 e até 60 FPS com técnicas mais avançadas como o path tracing.
Esta possibilidade ganha força após demonstrações técnicas recentes, em que jogos com iluminação avançada foram executados com margens de desempenho suficientes para manter estabilidade a 30 FPS.
Até há pouco tempo, este tipo de tecnologia parecia inviável em consolas, mas com o poder de hardware da nova consola da Sony o path tracing pode finalmente deixar de ser exclusivo dos PCs.
Nem tudo depende só do ray tracing
Apesar do avanço promissor, há um detalhe importante: mesmo com um desempenho de ray tracing até 10 vezes superior à PS5, o ganho real em jogos da PS6 pode ser mais limitado.
Isto acontece porque o ray tracing (e o próprio path tracing) representa apenas uma parte do processamento gráfico total. Outros elementos, como CPU, física e pós-processamento, continuam a influenciar diretamente a performance final.
Vê também: Comprar uma PS5 em 2026: ainda vale a pena ou é deitar dinheiro fora?
