Opinião - O meu Samsung Galaxy S6 fez dois anos. E agora?

Bruno Coelho
Samsung Galaxy S6 atualização Android
O meu Samsung Galaxy S6 conta com dois anos e tem carregamento sem fios. Dá que pensar.

Ontem dei por mim a perceber que o meu Samsung Galaxy S6 tinha feito dois anos. Acabaram-se os 100GB grátis na OneDrive e achei que estava na hora de transformar em artigo a minha opinião sobre o tempo de vida de um smartphone. Mais concretamente de um smartphone topo de gama.

Venho falar-vos de problemas de primeiro mundo. Todos nós (os amantes de tecnologia) temos um momento em que pensamos: está na hora de trocar de smartphone. E as razões são várias. Ou é porque o dispositivo já não satisfaz as nossas necessidades, ou é porque já não se encontra em bom estado ou então simplesmente porque o ‘bichinho’ tecnológico nos ‘obriga’ a tal.

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Afinal, qual é o tempo de vida útil de um smartphone? E dentro dessa esfera, qual o tempo de vida de um topo de gama? Começo mesmo por aí. Eu sou adepto de topos de gama. Mas, como podem notar pelas datas, não comprei na data do seu lançamento. Esperei por um bom deal alguns meses depois. Os preços de lançamento nunca me agradam.

Dois anos depois ainda não sinto necessidade de trocar o meu Samsung Galaxy S6 por outro smartphone

Agora, dois anos depois, estará na hora de trocar? A resposta, meus caros, é negativa. Por uma ordem de razões: o smartphone ainda satisfaz as minhas necessidades, aprendi a viver com os defeitos dele e não vejo nada no mercado atual que me faça querer mudar já. Até porque acho que estamos numa fase de transição no que toca à inovação no ramo mobile.

Estou a falar-vos de um smartphone que ainda é fluido qb para a idade, tem um ecrã excelente e já tem algumas características que ainda não vejo em smartphones saídos recentemente. Carregamento sem fios, por exemplo. No entanto, o sensor de impressões digitais já não responde como antes. Sinais do tempo e do uso.

Depois, aprendi a viver com o maior defeito dele: a bateria. Dura pouco, mas também considero-me um utilizador intensivo. Tenho sempre uma powerbank à mão. Isto acaba por fazer maior mossa por jogar Pokémon GO. Tenho bateria para duas horas se estiver a jogar. E é apenas com este jogo que ele se engasga. Em qualquer outro momento não sinto grandes problemas de performance.

Gostava de ver um Samsung Galaxy S9 com sensor biométrico num sítio mais cómodo ou mesmo no ecrã

Por outro lado, ainda não acho que seja hora de trocar. Estando iOS fora da minha bolha, não vejo no mercado Android nada que me faça pensar duas vezes na hora de comprar algo novo.

Gostaria de ver um Galaxy S9 com um sensor de impressões digitais bem colocado (ou até no ecrã) e um Pixel que me satisfizesse a nível de hardware e preço/disponibilidade em Portugal.

Vejo-me pelo menos mais um ano - sem grande esforço - a usar este terminal. Até porque, apesar da tentação, com o poder de fogo que vão tendo, o tempo de vida útil de um smartphone só tende a aumentar. Então quando falamos de um flagship, a janela temporal será sempre superior.

Há utilizadores que preferem gastar menos e comprar gama média e trocar de dispositivo de forma mais regular. Outros, que mesmo com topo de gama conseguem ter disponibilidade financeira para trocar todos os anos.

Eu aponto para três anos como vida útil para este menino. Até porque não verei a cor do Android Oreo de forma oficial, embora já esperasse. No entanto, ainda esta semana recebi uma atualização de segurança. Para já fica. Mas daqui a uns meses já não poderei dizer a mesma coisa.

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Bruno Coelho
O Nokia 3650 foi o primeiro grande mergulho no mundo tecnológico. Se o Ultimate Team é o seu atual saco de boxe, o Macbook Pro é o melhor amigo. Escrever sobre tecnologia é o processo natural na vida de alguém que come especificações ao pequeno-almoço.