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OneOdio Studio Max 1 review: headphones sem fios para DJs ou produtores musicais

OneOdio

OneOdio Studio Max 1
★★★★☆4Bom

Os OneOdio Studio Max 1 são uma ferramenta de trabalho disfarçada de headphones de lazer. Com uma bateria que dura semanas e um transmissor dedicado que reduz o atraso do som, são ideais para DJs e produtores que querem largar o cabo sem perder a precisão. O peso elevado e a ausência de cancelamento de ruído ativo são os compromissos a aceitar por esta versatilidade profissional. Custam 179,99 €, mas têm funcionalidades que raramente vês neste segmento de preço.

Prós
  • Versatilidade de ligações (Bluetooth, sem fios 2.4GHz e cabo)
  • Autonomia excelente de até 120 horas
  • Latência extremamente baixa com o transmissor sem fios (ideal para produção)
  • Suporta LDAC e áudio Hi-Res
  • Bom cancelamento de ruído passivo devido às almofadas grandes
Contras
  • Relativamente pesados (350g)
  • Qualidade de áudio podia ter mais profundidade e detalhe nos médios
  • Sem função de cancelamento de ruído ativo (ANC)
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Característica Detalhe
Drivers 50 mm dinâmicos
Bateria 1000 mAh, até 120 horas de reprodução
Latência 0,02s (via transmissor M1
Codecs LDAC, AAC, SBC
Frequência de resposta 20 Hz - 40 kHz

A OneOdio tem vindo a construir uma reputação sólida no equipamento de áudio acessível para criadores e entusiastas, como vimos no passado com os OneOdio A10. Com os Studio Max 1, a marca tenta subir a parada e entrar num segmento mais premium, já que custam 179,99 € no seu site oficial. A promessa é de uns headphones que servem tanto para ouvir música em alta definição no metro, como para quem quer misturar faixas numa mesa de DJ ou num estúdio sem a limitação dos cabos.

O grande trunfo deste produto é a inclusão de um transmissor dedicado (M1) que promete resolver o maior inimigo dos músicos sem fios, que é a latência. Testámos este equipamento para perceber se conseguem substituir os tradicionais auscultadores de estúdio com fios.

O que vem na caixa
O que vem na caixa

Experiência de utilização

Design e ergonomia

A primeira coisa que notas ao tirar os Studio Max 1 da caixa é o seu tamanho e construção. Têm um aspeto industrial, robusto, mas isso traduz-se num peso de 350g. Para utilização casual, isto nota-se. Ao fim de muitas horas de uso, irás sentir que os estás a usar. Mas a verdade é que são extremamente flexíveis e isso ajuda a distribuir bem o peso.

As almofadas são generosas e cobrem totalmente a orelha (over-ear), o que ajuda no conforto das orelhas propriamente ditas e garante um isolamento passivo muito competente. São dobráveis, o que facilita o transporte na bolsa de viagem incluída, e a construção em plástico com reforços de metal transmite durabilidade.

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Qualidade de áudio e funcionalidades

Equipados com drivers de 50mm, os Studio Max 1 têm força. O som é característico de monitorização: tenta ser plano, embora se note um ligeiro reforço nos graves, que pode ser acentuado com o "Heavy Bass Mode" (duplo clique no botão multifunções). O suporte para o codec LDAC é uma excelente notícia para quem usa Android e serviços de streaming de alta fidelidade, pois permite um débito de dados muito superior ao Bluetooth normal.

Apesar disso, em comparação com auscultadores de estúdio puristas semelhantes, falta alguma profundidade e separação instrumental nos médios. O som é competente e tem volume de sobra, mas não esperes uma experiência audiófila com um palco sonoro super amplo.

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Onde estes auscultadores brilham é na versatilidade. Tens 4 modos de operação que podes alternar:

  1. Bluetooth 5.0: para uso normal com o telemóvel, tablet ou computador;
  2. Modo de baixa latência (com transmissor M1): para monitorização sem fios;
  3. Modo com fios: cabo de 3,5 mm ou 6,35 mm para ligação direta a mesas de mistura (cabos incluídos);
  4. Modo monitorização: permite ouvir o som ambiente enquanto ouves música (uma espécie de modo transparência, mas menos processado).

Latência e transmissor M1

Este é o fator diferenciador. Ao ligares o transmissor M1 a uma fonte de áudio (como um PC, uma mesa de mistura ou uma TV), a ligação passa a ser feita via radiofrequência dedicada e não Bluetooth normal. A OneOdio promete 0,02 segundos de latência. Nos nossos testes, o atraso foi impercetível. Mas não temos o ouvido de um DJ ou produtor de música.

Para um DJ, isto significa que podes fazer beatmatching sem aquele "delay" irritante que torna impossível misturar com headphones Bluetooth. É uma liberdade poder andar pelo estúdio sem estar preso por um cabo em espiral. Nota que, neste modo, o microfone não funciona para chamadas, sendo dedicado apenas ao áudio de receção.

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Bateria e chamadas

A autonomia anunciada de 120 horas não é marketing enganoso. A bateria de 1000 mAh é simplesmente de topo. Durante o período de testes, mesmo com uso intensivo e volume elevado, foi difícil baixar a carga para níveis preocupantes. Se te esqueceres de os carregar durante duas semanas, é provável que ainda tenham bateria quando lhes pegares.

O carregamento total demora cerca de 2 horas e meia via USB-C, o que para a autonomia que têm, é bastante aceitável. Como já referi acima, o cabo de carregamento vem incluído na caixa.

Nas chamadas (em modo Bluetooth), o microfone cumpre. A sensibilidade de -42dB capta bem a voz, mas sem cancelamento de ruído ativo ou tecnologias avançadas de isolamento de voz. Quem estiver do outro lado vai ouvir também o barulho do ambiente onde estás. Desenrascam, mas não brilham neste campo. Digamos que não é o seu propósito.

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Cancelamento de ruído

Não existe ANC (cancelamento de ruído ativo) nestes headphones. A OneOdio aposta tudo no isolamento passivo proporcionado pelas grandes almofadas. Nos nossos testes confirmamos que resulta bem para bloquear conversas de escritório ou barulho de trânsito distante, mas não vai eliminar o zumbido de um motor de avião ou do autocarro como uns Sony ou Bose fariam.

Para o público-alvo (estúdio/DJ), o isolamento passivo costuma ser preferível para não alterar a frequência do som como acontece nos headphones com essa tecnologia. Se procuras cancelamento de ruído ativo, terás de ir para outras opções no mercado.

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Para quem são (e não são) os OneOdio Studio Max 1

São para ti se és DJ, produtor musical ou editor de vídeo e queres trabalhar sem fios com latência extremamente baixa. São também para quem odeia carregar gadgets todos os dias e valoriza uma bateria para muitos dias de uso.

Não são para ti se procuras uns headphones para viagens de avião (falta o ANC), se és sensível a headphones mais pesados ou se és um audiófilo que procura o som mais cristalino e detalhado possível para música clássica ou jazz.

Conclusão

A OneOdio criou um produto de nicho que procura resolver um problema real para profissionais da música. Pelo preço de 179,99 €, os Studio Max 1 são uma alternativa de latência muito baixa que é difícil de encontrar sem gastar muito mais em sistemas profissionais.

Embora a qualidade de áudio não seja a melhor do mercado nesta faixa de preço e o peso seja notório, a combinação de autonomia excelente com a liberdade do transmissor M1 faz deles uma compra recomendada para quem cria conteúdo e quer livrar-se dos cabos.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.