Recentemente, o Netflix começou a testar uma função onde permite controlar a velocidade de reprodução dos seus conteúdos, à semelhança do YouTube. No entanto, Alguns diretores e atores de Hollywood estão completamente contra a implementação dessa funcionalidade.
Caso a função seja implementada, filmes e séries poderiam ser reproduzidas 1.5 vezes mais rápidos. Não tardou até o descontentamento de alguns nomes do a indústria do cinema se manifestarem no Twitter. Aaron Paul, Judd Apatow e Brad Bird são algumas das vozes insatisfeitas com a possibilidade.
Segundo Brad Bird, por exemplo, esta função iria arruinar a experiência original e interferir com as liberdades artísticas dos criadores dos conteúdos. "Conteúdo é feito para ser visto como ele foi feito, não a velocidades maiores".
Como sempre, as respostas da comunidade estão divididas ao meio. Há utilizadores que concordam que este medida só contribui para transformar a indústria do cinema em "fast food". Outros afirmam que cada utilizador deve poder decidir a forma como consome os conteúdos.
Controlo artístico vs impacto tecnológico
De acordo com o Netflix, esta função vem a ser requisitada há muito pelos utilizadores da plataforma. Plataformas como Netflix criaram a cultura do "binge watching" onde as pessoas consomem horas e horas de série de seguida. Aumentar a velocidade é uma forma do subscritor consumir mais conteúdo.
Em suma, esta é uma função que inevitavelmente chegará ao Netflix e talvez outras plataformas. Por mais que Hollywood critique e argumente que estas revoluções tecnológicas prejudicam a visão artística dos criadores, é uma função inofensiva que simplesmente dá mais controlo ao utilizador (que está a pagar pelo serviço) sobre o conteúdo que vê.
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