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Mudei para a DIGI: a experiência 1 ano e meio depois

Dezoito meses de uso diário confirmam que a operadora romena veio para ficar aqui em casa. O router continua a não ser grande coisa, mas a net fixa é estável e o preço de 7 € conquista qualquer carteira em Portugal.

digi

Dezoito meses exatos após o técnico ter passado a fibra ótica pela porta de minha casa, o cenário mantém-se inalterado. A DIGI está para ficar como internet fixa do meu apartamento, que uso desde os primeiros dias em que a operadora iniciou atividade em Portugal (em novembro de 2024).

Com o passar do tempo, existe uma rotina de uso, com trabalho remoto, consumo de multimédia e gaming online (por falta de tempo, bem menos do que desejaria) a testarem diariamente a qualidade da ligação. A estabilidade a longo prazo é a verdadeira prova de fogo para qualquer fornecedor de telecomunicações e a experiência com a DIGI permite-me agora um balanço para saberes com o que podes contar se fores aderir

A poupança atraiu-me, a estabilidade conquistou-me

O fator financeiro foi o isco e continua a ser um dos pilares desta relação. Comecei com o pacote de 1gigabit por segundo simétrico, mas rapidamente percebi que podia otimizar os custos sem perder rendimento. O momento em que a DIGI lançou um plano mais barato deixou-me com curiosidade em experimentar.

Pagava 10 € por 1 Gbps simétricos e passei a pagar apenas 7 euros mensais por velocidades simétricas de 500 Mbps. Um ano e meio depois, as poupanças acumuladas ultrapassam largas centenas de euros face à antiga operadora (onde pagava mais de 30 € por TV que mal usava e internet fixa).

Qualidade de rede de topo, router podia ser melhor

A qualidade da fibra ótica da DIGI revelou-se irrepreensível durante este período. Tirando um soluço muito pontual nas primeiras semanas de implementação da rede e um apagão geral (pelo país) que foi resolvido rapidamente no final do dia, o serviço não regista qualquer quebra de assinalar.

Contudo, o equipamento fornecido podia ser melhor. O alcance do sinal sem fios do router de origem da DIGI deixa bastante a desejar. A solução que te aconselho a implementar passa por usar uma rede powerline ou um router próprio, para que o sinal chegue a todas as divisões com estabilidade e pings muito baixos a rondar os quatro milissegundos. Para ligares a tua consola de jogos, o cabo de rede direto continua a ser o que também aconselho.

As críticas que apontei no passado continuam válidas após dezoito meses. O serviço de apoio ao cliente continua a apresentar dores de crescimento e a arquitetura da rede assenta no sistema CG-NAT. A partilha do mesmo endereço IP público por vários clientes complica-te a vida se precisares de configurar acessos remotos para servidores domésticos ou sistemas de casa inteligente.

Além destas questões técnicas muito específicas, o grande problema da DIGI que impede muitas adesões continua a ser a cobertura limitada da rede fixa, que deita por terra as intenções de muitos consumidores que querem aderir aos pacotes mais baratos mas esbarram na falta de rede nas suas ruas.

A minha opinião após todo este tempo é amplamente positiva. A fiabilidade acabou o ceticismo inicial e a mensalidade reduzida prova que é possível ter um serviço de qualidade sem pagar fortunas ao final do mês. A ausência de falhas (não vou negar) dá-me uma paz de espírito considerável para quem trabalha a partir de casa.

Esta consistência na rede fixa pôs-me a pensar nas opções disponíveis e confesso-te que, perante toda esta evolução , já estive muito mais longe de dar uma merecida segunda oportunidade ao tarifário móvel da marca romena no meu telemóvel principal. Para já estou na WOO, mas vamos ver em breve.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre tecnologia. Já fez mais de 300 reviews a equipamentos, visitou fábricas de smartphones na China e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA. É editor-chefe desde 2025.