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Num smartphone dobrável, a primeira escolha não é a marca: é o formato. Em livro, abre-se num ecrã quase do tamanho de um tablet pequeno, bom para escrever, ver vídeo e ter duas apps lado a lado. Em concha, dobra-se ao meio e fica do tamanho de um porta-moedas, para quem quer um ecrã grande sem ocupar o bolso todo. Depois pesam a câmara, porque a maioria dos dobráveis não tem teleobjetiva, a bateria e os anos de atualizações, que num telemóvel deste preço contam a dobrar.
O Samsung Galaxy Z Fold8 é a nossa escolha geral: o novo formato passaporte torna-o mais fácil de usar fechado, e aberto é o melhor equilíbrio entre ecrã, peso e software. Há alternativas para quem prefere a concha, para quem quer a melhor câmara num dobrável, para quem não larga o iPhone, para quem quer fugir à Samsung e para quem não quer passar dos 1000 euros.
Tudo o que recomendamos
Melhor no geral
Samsung Galaxy Z Fold8
- Formato passaporte: escreve-se a duas mãos
- Vinco quase invisível no ecrã interior
- 201 g: leve para um dobrável em livro
- Sem teleobjetiva: o zoom perde detalhe
- Som só de um lado quando aberto
O Galaxy Z Fold8 deixou de ser o dobrável estreito das gerações anteriores. Fechado, tem um ecrã exterior de 5,5 polegadas com proporções de telemóvel normal, e na nossa review do Galaxy Z Fold8 isso notou-se logo a escrever com as duas mãos e a chegar ao topo do ecrã. Aberto, o ecrã de 7,6 polegadas fica mais largo, melhor para vídeos e jogos, e o vinco ao centro quase não se vê. Pesa 201 gramas.
É para quem quer um dobrável em livro para trabalhar, ler e ver séries, e o vai usar fechado durante boa parte do dia. Não é para quem fotografa muito ao longe: não tem teleobjetiva, e o zoom perde detalhe. Com o telemóvel aberto, o som sai só de um lado. Quem quer zoom ótico tem no Galaxy Z Fold8 Ultra uma teleobjetiva de 3x.
Melhor dobrável de concha
Samsung Galaxy Z Flip8
- Fechado, cabe em qualquer bolso
- Selfies com a câmara principal de 50 MP
- Ecrã exterior de 4,1" para apps rápidas
- Carrega a 25 W: demora a encher
- Sem teleobjetiva: o zoom perde detalhe
O Galaxy Z Flip8 é o dobrável de concha da Samsung: aberto, tem um ecrã de 6,9 polegadas, e fechado cabe em qualquer bolso. O ecrã exterior FlexWindow, de 4,1 polegadas, dá para ver notificações, responder a mensagens e usar algumas apps sem abrir o telemóvel. Com ele fechado, a câmara principal de 50 MP serve para selfies, com muito mais qualidade do que uma câmara frontal.
É para quem quer um telemóvel pequeno no bolso e um ecrã grande quando precisa. Na nossa review do Galaxy Z Flip8, o carregamento a 25 W foi o ponto que mais pesou: demora a encher a bateria. Também não tem teleobjetiva. Quem quer carregar mais depressa e um ecrã exterior que faz mais coisas tem no Motorola Razr 70 Plus uma alternativa.
Melhor para fotografia
Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra
- Teleobjetiva 3x e principal de 200 MP
- Ecrã interior de 8" com antirreflexo
- 5000 mAh: chega ao fim do dia
- 7 anos de atualizações
- Barras pretas largas em alguns vídeos
O Galaxy Z Fold8 Ultra é o dobrável da Samsung com a câmara mais completa: junta uma principal de 200 MP a uma teleobjetiva com zoom ótico de 3x, que falta ao Fold8. O ecrã interior cresce para 8 polegadas e tem um revestimento antirreflexo, e a bateria de 5000 mAh, de silício-carbono, chega ao fim do dia sem preocupações. A Samsung garante 7 anos de atualizações de sistema e de segurança.
É para quem quer um só aparelho para fotografar, trabalhar e ver vídeo, e não quer abdicar do zoom. Na nossa review do Galaxy Z Fold8 Ultra, alguns vídeos ficaram com barras pretas largas, e a teleobjetiva de 3x fica aquém dos melhores telemóveis com câmara: quem põe a fotografia à frente de tudo encontra mais zoom nos telemóveis com melhor câmara.
Melhor para quem usa iPhone
Apple iPhone Duo
- iOS e as apps do iPhone em 7,6"
- IP68: resiste a pó e água
- Ecrã interior com nano-textura antirreflexo
- Sem teleobjetiva: o zoom perde detalhe
- 254 g: pesa mais do que o Fold8
O iPhone Duo é o primeiro dobrável da Apple e a escolha óbvia para quem já vive no iOS: as apps, o iCloud, o Apple Watch e o resto do ecossistema passam para um ecrã interior de 7,6 polegadas, com nano-textura contra reflexos. Fechado, tem um ecrã de 5,4 polegadas. Tem certificação IP68 contra pó e água, que os Samsung não têm, e desbloqueia com Touch ID em vez de Face ID.
É para quem não quer trocar de sistema para ter um dobrável. Pesa 254 gramas, mais do que o Galaxy Z Fold8, e também não tem teleobjetiva. Nem todas as apps estão adaptadas ao ecrã dobrável, e a câmara frontal sob o ecrã fica abaixo do habitual na Apple, como explicamos nas 6 coisas a saber antes de comprar o iPhone Duo. A comparação ponto a ponto está em iPhone Duo e Galaxy Z Fold8: as diferenças que mais importam.
Melhor alternativa à Samsung em livro
Motorola razr fold
- Ecrã interior de 8,09" em 2K
- Teleobjetiva periscópica 3x de 50 MP
- Funciona com a caneta Moto Pen Ultra
- 243 g: pesa mais do que o Fold8
O Motorola razr fold é o primeiro dobrável em livro da Motorola e a alternativa Android à Samsung. Aberto, tem o maior ecrã da lista, com 8,09 polegadas e resolução 2K, e fechado um ecrã exterior de 6,56 polegadas. Atrás, as três câmaras têm 50 MP, incluindo uma teleobjetiva periscópica com zoom ótico de 3x, e funciona com a caneta Moto Pen Ultra para tirar notas e desenhar.
É para quem quer o ecrã maior e uma teleobjetiva num dobrável sem ir para a Samsung, e para quem escreve à mão no telemóvel. Pesa 243 gramas, bastante mais do que o Galaxy Z Fold8. Quem dá mais valor ao peso e ao software adaptado ao formato fica melhor servido pelo Fold8.
Melhor dobrável até 1000 €
Motorola Razr 70 Plus
- Ecrã exterior de 4" corre várias apps
- Boas fotos com o telemóvel fechado
- Carrega a 45 W
- 4500 mAh: aguenta um dia intenso
- Só 3 anos de atualizações do sistema
O Motorola Razr 70 Plus é o dobrável de concha para quem não quer passar dos 1000 euros. O ecrã exterior de 4 polegadas corre várias apps sem abrir o telemóvel, e na nossa review do Razr 70 Plus deu boas fotos com o telemóvel fechado, usando as câmaras traseiras de 50 MP. A bateria de 4500 mAh aguenta um dia intenso e carrega a 45 W.
É para quem quer uma concha completa e carregar depressa. A Motorola garante só 3 anos de atualizações do sistema, menos do que a Samsung, e aquece um pouco em uso intenso. Quem conta ficar com o telemóvel muitos anos tem no Galaxy Z Flip8 7 anos de atualizações.
Como avaliamos smartphones dobráveis
Começamos pelo formato, porque é ele que decide como o telemóvel se usa no dia a dia: um dobrável em livro tem de ser confortável fechado, com um ecrã exterior com proporções de telemóvel normal, e um de concha tem de servir para alguma coisa sem o abrir. Por isso olhamos para o tamanho e para o que se consegue fazer em cada um dos ecrãs, para o vinco ao centro e para o peso.
Depois vêm a câmara e a bateria. A maioria dos dobráveis não tem teleobjetiva, e é isso que mais os separa dos topos de gama tradicionais, por isso assinalamos quem a tem. Na bateria, contamos a capacidade e a velocidade de carregamento, que nos modelos de concha costuma ser o ponto fraco.
Por fim, a durabilidade: a resistência ao pó e à água e os anos de atualizações de sistema e de segurança. Num telemóvel que custa mais de 1000 euros e tem uma dobradiça, são estes dois dados que dizem quanto tempo vai durar.
Guia de compra de smartphones dobráveis: o que ter em conta
Livro ou concha. Os dobráveis em livro, como o
e o
, abrem num ecrã entre 7,6 e 8 polegadas e servem para trabalhar, ler e ver vídeo. Os de concha, como o
e o
, ficam pequenos no bolso e abrem num ecrã de telemóvel normal, de 6,9 polegadas. Quem quer um tablet no bolso escolhe o livro; quem quer um telemóvel compacto escolhe a concha.
Android ou iOS. Quem tem um iPhone e um Apple Watch tem no
o único dobrável que não obriga a mudar de sistema. Do lado do Android, a Samsung tem o software mais adaptado ao ecrã dobrável, e a Motorola é a alternativa.
Orçamento. Os dobráveis de concha começam abaixo dos 1000 euros; os de livro passam quase sempre dos 1500. Os modelos de gerações anteriores e os recondicionados custam menos, mas têm menos anos de atualizações pela frente.
Câmara. Se o zoom conta, só o
e o razr fold têm teleobjetiva com zoom ótico de 3x. Nos outros, aproximar a imagem faz-se com zoom digital, que perde detalhe.
Atualizações e resistência. A Samsung garante 7 anos de atualizações de sistema e de segurança; no Razr 70 Plus são 3 anos de sistema. O iPhone Duo tem certificação IP68; a dos Samsung, IP48, protege da água mas pouco do pó, por isso vale a pena evitar a areia da praia.
Bateria e carregamento. Os dobráveis em livro têm baterias maiores, como os 5000 mAh do Fold8 Ultra. Nos de concha, a diferença está no carregamento: 45 W no Razr 70 Plus, 25 W no Flip8.
Perguntas frequentes
O iPhone Duo vale a pena face ao Galaxy Z Fold8?
Vale para quem já usa iPhone e não quer mudar de sistema: as apps, as fotos e o Apple Watch passam sem perdas. Para quem está no Android, o Fold8 é mais leve, tem o software mais afinado para o ecrã dobrável e não obriga a mudar de ecossistema. Nenhum dos dois tem teleobjetiva.
Livro ou concha: qual escolher?
Depende do que fazes com o telemóvel. Se lês, escreves e vês muitos vídeos, o ecrã grande do formato livro compensa o peso. Se queres sobretudo um telemóvel que caiba em qualquer bolso, a concha é mais prática e mais barata.
Há dobráveis de outras marcas, como a Xiaomi, a Honor ou a OPPO?
Há, mas poucos se compram a sério em Portugal. A Honor vende o Magic V6 através da MEO e, na nossa review do Honor Magic V6, destacam-se a espessura e o peso. Fica de fora desta lista por ser, para já, um dobrável de operadora. A Huawei vende o Mate X7 na sua loja online, mas sem os serviços da Google. O OPPO Find N6 não se vende oficialmente cá, como dizemos na review do OPPO Find N6, e o Pixel 11 Pro Fold também não. A Xiaomi manteve o Mix Flip 2 na China, e o Mix Flip original já tem dois anos.
Vale a pena comprar um Galaxy Z Fold7 ou Flip7 em 2026?
Pode valer, se o preço tiver descido bastante e o encontrares novo numa loja portuguesa. Tem em conta que perdes o novo formato passaporte do Fold8 e um ano de atualizações face ao modelo de 2026.
O ecrã dobrável e a dobradiça aguentam muitos anos?
Os ecrãs e as dobradiças melhoraram muito, e o vinco ao centro é hoje quase invisível nos modelos da Samsung. O ponto fraco continua a ser o pó: num teste de resistência, o iPhone Duo deixou de fechar depois de levar areia. Uma capa e algum cuidado na praia ajudam.
Quantos anos de atualizações têm os dobráveis?
Na Samsung, 7 anos de sistema e de segurança. No Motorola Razr 70 Plus, 3 anos de sistema. Antes de comprar um modelo antigo ou recondicionado, confirma quantos anos lhe faltam.
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