Parece o MB WAY, mas não é. A aplicação, que nos últimos dias recebeu uma nova funcionalidade, deixou mais um alerta dramático nas redes sociais.
Não esquecer que estamos perante uma app que é usada por 7 milhões de portugueses, cerca de 70% da população.
Infelizmente, os esquemas estão a ficar cada vez mais elaborados e já não é apenas a faixa menos familiarizada com as tecnologia que, diariamente, cai neste tipo de burla.
Muitas vezes, chegam por SMS ou por chamada com o identificador do próprio MB WAY ou banco.
Um dos exemplos mais comuns é uma mensagem que diz que foi feito um pagamento de X euros e que, se não reconheces a operação, deves aceder a um link (que é enviado por mensagem) para falar com um assistente.
Outra avisa que a tua conta MB WAY foi suspensa temporariamente e pede que entres num endereço para verificares os dados e reativares o serviço. Em ambos os casos, o objetivo é levar-te a um site falso para roubarem os teus dados.
Chamada ou mensagem pode chegar de identificador legítimo
Nestas burlas, o mais assustador é que é possível disfarçar o número de origem da chamada ou da mensagem.
Isso quer dizer que o número que aparece no ecrã pode parecer legítimo, de um banco, por exemplo.
Quem liga faz-se passar pelo apoio da respetiva entidade e costuma dizer que o teu cartão ou a tua conta estão em risco, para criar urgência e pressão.
A regra de ouro é que o MB WAY nunca te liga para pedir dados confidenciais, códigos ou credenciais de acesso.
Também não te pede para simular transações nem para instalares aplicações fora das lojas oficiais. Se alguém o fizer, não é o MB WAY.
O que podes fazer?
Em primeiro lugar, não cliques em ligações recebidas por SMS e não partilhes códigos com ninguém. Se receberes uma chamada suspeita, desliga e contacta o teu banco pelos canais oficiais.
Se já deste dados ou fizeste alguma operação, contacta imediatamente o banco para bloquear cartões e acessos, e apresenta queixa junto das autoridades.
Nestes casos, se tens familiares mais velhos, alerta-os sempre para as burlas que estão a circular e explica-lhes, as vezes que forem precisas, que não devem nunca clicar em links ou fornecer dados, por mais que pareça real.