A contagem decrescente para a apresentação de 9 de setembro entrou na reta final e, a partir das 18 horas em Lisboa, John Ternus vai subir ao palco para mostrar o rumo dos telemóveis de Cupertino para o próximo ciclo.
A fasquia está elevada, sobretudo porque a marca prepara uma rutura com o alinhamento tradicional ao apostar no seu primeiro modelo dobrável, o aguardado iPhone Ultra, e em atualizações cirúrgicas na gama profissional com o iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max.
iPhone Ultra vai captar as atenções
No topo dos produtos que mais quero ver está o novo iPhone Ultra. A ideia de ter um formato livro que aberto funciona quase como um iPad mini com 7,8 polegadas e espessura de apenas 4,5 milímetros quando aberto, representa o maior passo da marca em anos. Veremos se fará sombra ao Samsung Galaxy Z Fold8.
Quero ver como a dobradiça de metal líquido vai disfarçar o vinco no ecrã e como o chip A20 Pro de 2 nanómetros vai gerir a interface multitarefa. Sendo um produto da Apple, é de esperar que chegue já com muitas aplicações otimizadas para o formato.
Ao mesmo tempo, há compromissos que vão gerar discussão. Para conseguir um perfil tão fino, a Apple terá prescindido do Face ID a favor de um sensor Touch ID lateral e retirou a lente teleobjetiva, com apenas duas câmaras na traseira. E a Xiaomi já provou que é possível 3 câmaras. Pessoalmente espero um preço a começar perto dos 2500 euros.
iPhone 18 Pro Max com câmara de abertura variável
O outro ponto alto da transmissão deve recair no iPhone 18 Pro Max e na aguardada câmara principal com abertura variável ao estilo das máquinas fotográficas DSLR. Esta é a evolução fotográfica que realmente faz sentido para dar controlo criativo real sobre a profundidade de campo e a entrada de luz em cenários noturnos.
A juntar a isto, o sensor de três camadas da Samsung, a bateria maior de 5567 mAh e o novo tom Dark Cherry podem tornar o modelo muito apetecível, mesmo com a previsão de subida de preço até 300 euros no retalho e a quase certa remoção da camada capacitiva no botão de controlo da câmara.
AirPods 5 também são esperados
Também tenho curiosidade em ver os novos AirPods 5, que deverão chegar acompanhados pelo chip H3 com latência mais baixa e melhor processamento sonoro. Devem manter-se duas variantes com e sem cancelamento ativo de ruído.
iPhone 18 base só chegará em 2027
Por outro lado, o que não espero ver neste evento começa logo pelo elemento mais procurado pelo público em geral: o iPhone 18 base. As fugas de informação apontam para uma estratégia inédita em que a versão de entrada não será revelada em setembro. Será adiada para a primavera de 2027 ao lado do iPhone 18e e do iPhone Air 2.
Isto significa que quem procura um modelo recente sem pagar os valores da gama profissional terá de continuar a olhar para o iPhone 17 como a opção mais equilibrada de catálogo durante os próximos seis meses. Resta saber se vai manter o preço base de 989 € ou se a Apple vai aumentar o preço deste modelo. Já o fez no MacBook Neo.
Não espero igualmente novidades no segmento dos computadores com os chips M6, nem qualquer renovação do Apple Watch SE 4 ou dos iPads com ecrãs OLED, uma vez que a marca deve guardar esses anúncios para um momento dedicado em outubro ou novembro. O foco da conferência vai pertencer ao iPhone dobrável, ao salto fotográfico dos modelos Pro e os smartwatches e auriculares.
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