Há anos que se fala em abertura variável nos iPhones. Porém, agora, graças a um ataque informático a um dos principais fornecedores da Apple na Índia, surgiram provas concretas de que a funcionalidade pode finalmente chegar ao iPhone 18 Pro Max, ainda este ano.
A informação veio à tona depois de a Tata Electronics, parceira de fabrico da Apple na Índia, ter sido alvo de um ataque do grupo World Leaks.
O resultado foi centenas de gigabytes de dados internos acabaram espalhados pela internet, incluindo detalhes de componentes e registos de testes de fábrica.
Como dá conta o Gizmochina, foi precisamente dentro desse material que analistas encontraram um ficheiro de diagnóstico do sistema de imagem (ISP) com detalhes técnicos da câmara principal do próximo iPhone topo de gama.
A grande novidade
Segundo esse registo, a Apple está a substituir o sensor Sony IMX903, usado no iPhone 17 Pro Max, por um novo sensor Sony IMX905. O tamanho de pixel mantém-se exatamente igual, em 1,22 micrómetros, o que à primeira vista pareceria pouco relevante.
Mas é precisamente essa semelhança que torna o resto da informação mais interessante. Se o pixel não muda, a grande novidade tem de estar noutro sítio... e o ficheiro aponta diretamente para um mecanismo de abertura variável, algo que a Apple nunca colocou num iPhone.
Numa câmara com abertura fixa, como todas as que a Apple já lançou até hoje, a quantidade de luz que entra na lente está sempre limitada ao mesmo valor.
O que traz de novo?
Uma abertura variável permite ajustar fisicamente essa entrada de luz, o que se traduz em fotografias com melhor controlo de profundidade de campo, exposição mais equilibrada em condições de luz difíceis e retratos com um desfoque de fundo mais natural, sem depender tanto de efeitos calculados por software.
O registo de diagnóstico inclui ainda um bloco de calibração que lê dados do atuador ligado ao mecanismo da abertura, guardados na memória não volátil do próprio sensor, o que reforça a credibilidade da informação.
Fabricantes Android como a Xiaomi e a Huawei já usam este tipo de tecnologia há alguns anos, por isso a Apple estaria, neste caso, a alcançar a concorrência, mais do que a inventar algo novo.
De acordo com o mesmo ficheiro, nem tudo no sistema de câmaras vai mudar. A teleobjetiva continua a usar o sensor Sony IMX973, a ultra grande angular mantém o IMX972, e tanto o scanner LiDAR como a câmara frontal parecem transitar sem alterações da geração anterior.
Além da câmara, há ainda rumores de que o iPhone 18 Pro Max (que vai ter novas cores) possa custar mais 200 euros do que o modelo atual, reflexo do aumento dos custos dos componentes, entre eles esta própria lente de abertura variável, apontada como bastante mais cara de produzir do que uma lente fixa topo de gama.
Quando chegam a Portugal?
De acordo com as informações divulgadas, logo na semana de apresentação tanto o iPhone 18 Pro como o 18 Pro Max devem ficar disponíveis para pré-reserva em todo o mundo, Portugal incluído.
Tendo em conta o histórico da marca, as primeiras unidades deverão chegar às mãos dos utilizadores dentro de sensivelmente dois meses, a 25 de setembro, sendo que a apresentação oficial deverá acontecer a 8 ou 9 de setembro.
