Estados Unidos apelam ao boicote geral dos produtos Huawei

Rui Bacelar
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A fabricante chinesa enfrenta cada vez mais resistência neste mercado ©reuters

O governo dos Estados Unidos da América terá incitado os seus aliados a boicotar os produtos da Huawei. Como justificação arguem em primeiro lugar as preocupações com os dispositivos móveis Android desta marca em utilização nas suas bases militares.

Isto é, o governo norte-americano não quer que nenhum produto desta fabricante Android seja utilizado por algum dos seus representantes. Agora, o apelo chega também aos países aliados dos Estados Unidos da América.

Vê ainda: Samsung, Huawei e Apple dominam o 3º trimestre de 2018 – Counterpoint

Em segundo lugar, este é apenas o mais recente capítulo num já vasto histórico de desentendimentos entre ambas as entidades. De um lado temos a Huawei e do outro o governo dos Estados Unidos da América que já a rejeitou uma e outra vez.

Segundo a reportagem do Wall Street Journal, o governo dos Estados Unidos da América quer que os seus aliados deixem de utilizar qualquer dispositivo da Huawei. Qualquer produto fabricado pela marca chinesa é um potencial risco para a segurança nacional.

Estados Unidos da América vs Huawei

Essa é a razão primordial para o apelo genérico ao boicote a esta fabricante Android e as suas repercussões serão sentidas nas próximas semanas. Relembro que os Estados Unidos da América estão a pressionar sobretudo a Alemanha, Itália, Japão, entre outros. Em terceiro lugar, tal como também nos conta a Bloomberg, a utilização de equipamentos desta marca nas bases militares norte-americanas é o novo "assunto tabu". Reiterando as preocupações com a segurança das informações veiculadas entre os dispositivos móveis, a Huawei volta a estar debaixo de fogo.

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A fabricante chinesa está atualmente impedida de operar nos EUA ©reuters

Em suma, temos agora uma forte guinada e um tom bem mais impositivo. Os Estados Unidos da América querem acabar com todo e qualquer potencial risco para a segurança dos seus agentes e respectivas informações.

Depois de numa primeira fase terem determinado o fim da venda e utilização de equipamentos Huawei nas suas bases. Agora querem colocar um ponto final neste assunto. Para tal, o governo norte-americano está disposto a compensar os seus aliados.

Apelo ao boicote internacional da Huawei

Fá-lo-á ao financiar o desenvolvimento de infra-estruturas de telecomunicações alternativas aos sistemas da Huawei. Segundo as fontes do Wall Street Journala gestão Trump quer alienar todo e qualquer componente e dispositivo móvel fabricado pela chinesa Huawei.

Tal como referido anteriormente, este é apenas o mais recente capítulo num já longo historial de desentendimentos. Em suma, apesar de ser a segunda maior fabricante mundial de dispositivos móveis, a Huawei está completamente barrada dos Estados Unidos da América.

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A Huawei aposta cada vez mais na Inteligência Artificial e agora no 5G ©reuters

Cumpre ainda realçar que os EUA são o 3º maior mercado mundial de dispositivos móveis. Por conseguinte, privando assim a Huawei de todo um novo e proveitoso teatro de operações.

Nesse sentido, perante a pressão dos Estados Unidos, vimos países como o Reino Unido e Austrália a repensar a sua posição perante a fabricante Android. Todos eles incitados pelos avisos anteriores da administração Trump.

A Huawei é uma das maiores fabricantes Android

Aliás, a Austrália foi ao extremos de banir a utilização de equipamentos desta fabricante Android na estrutra de telecomunicações 5G. Empreitada que ainda está em desenvolvimento. Agora, é provável que mais países sigam o seu exemplo.

Por sua vez, os Estados Unidos da América baseiam a sua postura nos alertas dados pelas agências nacionais de segurança. Desde o FBI à NSA, todas elas alertaram a gestão Trump para os eventuais riscos de segurança dos equipamentos desta marca.

Nesse sentido apontam os subsídios e fomentos financeiros prestados pelo governo chinês à Huawei. Em troco, a empresa de Ren Zhengfei, antigo militar do exército chinês, prestaria certas informações ao governo da China.

Todavia, a marca chinesa rejeita peremptoriamente qualquer acusação nesse sentido. Afirma que os seus equipamentos não representam mais riscos do que qualquer outro das várias fabricantes de dispositivos móveis.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).