fonte: krw-intl

Steve Jobs é uma personalidade que dispensa apresentações. O co-fundador da Apple e respectivo CEO durante 11 anos, além de ser o responsável do crescimento e sucesso da empresa graças à sua visão e dedicação. Hoje, a Apple é sinónimo de estilo de vida, tecnologia que simplifica a nossa vida e qualquer novo produto vem definir um novo padrão de qualidade. Contudo, será que a Apple ainda é sinónimo de inovação?

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Ilustrando, com as devidas adaptações, a atual situação da Apple, descobrimos uma entrevista que Steve Jobs deu há 21 anos e na qual, ainda que sem o saber, viria a prever a atual situação da sua empresa. Corria o ano de 1995 e a Apple ainda estava longe de ser a principal marca de tecnologia.

   

Este vídeo foi localizado por um utilizador do Reddit (fonte), no qual podemos ver um excerto de uma entrevista em que Steve Jobs falava sobre a atual situação do mercado de tecnologia em 1995. Um panorama que poderia perfeitamente descrever as últimas decisões da Apple, bem como o rumo que esta gigante tem seguido.

O “produto” deve ter prevalência sobre o “marketing”:

Este excerto pertence ao documentário “Steve Jobs: As entrevistas perdidas”, publicado em 2012 e que essencialmente compila as várias entrevistas e declarações públicas de Steve Jobs, bem antes de ser mundialmente famoso.

Neste pequeno vídeo podemos ver uma boa descrição de como o monopólio de certas empresas como a Xerox e a IBM se compara ao monopólio detido por algumas empresas de tecnologia, com as devidas semelhanças e diferenças.

Mais concretamente, vemos um bom exemplo da empresa Pepsi, a quem Jobs atribui o seu sucesso ao pessoal de marketing e publicidade, explicando que para este tipo de empresas o seu sucesso pode ser sustentado, a longo prazo, pela influência que o marketing tem no mercado. Contudo, para as empresas de tecnologia a situação é bem diferente.

Retomando o exemplo da IBM, ou da Xerox, ambas empresas detinham um certo monopólio, contudo não teriam grande sucesso e a sua situação favorável viria a deriorar-se. Segundo Jobs, a sua queda dever-se-ia à aposta excessiva nos departamentos de publicidade e marketing que acabariam por sugar demasiados recursos da empresa.

Esta estratégia de marketing intensivo poderia resultar durante alguns anos, mas, a menos que os departamentos de engenharia, pesquisa e desenvolvimento de produto não fossem colocados acima do “pessoal de marketing”, seria apenas uma questão de tempo até que os consumidores começassem a rejeitar os produtos. Em suma, o mérito do produto é superior ao “valor acrescentado” pelos esforços da publicidade e marketing.

Por último, será que a atual situação da Apple se deve ao estrondoso sucesso dos seus produtos até à data? Será esta popularidade a sua grande ameaça? Estará a Apple a tornar-se autista e inebriada pelo seu próprio sucesso?

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