Google, Samsung, Apple, Huawei e a Inteligência Artifical na Fotografia

Rui Bacelar
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Fotografia e Inteligência Artificial de mãos dadas nos nossos dispositivos móveis.

Consegues definir o mercado de smartphones Android em 2018 com uma só palavra ou expressão? O que é que une a Samsung, Google, Huawei, Apple bem como a ASUS e outras fabricantes de renome? Bom, creio que aqui a resposta seja a Inteligência Artificial (IA) ao serviço da fotografia.

Em primeiro lugar, a Inteligência Artificial foi utilizada por praticamente todas as fabricantes durante 2018. Palavras mágicas que acabam por ajudar a convencer os consumidores de que estamos efetivamente perante uma nova geração de smartphones.

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Sobretudo numa altura em que o mercado mundial está em recessão, a Inteligência Artificial revelou-se um bordão mágico. Uma nova área de desenvolvimento, aproveitada ao máximo pela Google Huawei, ASUS, bem como a Apple e até mesmo a Samsung.

Todo e qualquer smartphone, especialmente os de gama alta, contavam (e contam) com algoritmos revolucionários. Frases e expressões complicadas que envolvem os terminais num misticismo tecnológico...

A Inteligência Artificial ao serviço da Fotografia

Todavia, é inegável que a Inteligência Artificial ajudou as fabricantes a contornarem as limitações físicas no que à fotografia diz respeito. Sim...ao passo que um sensor fotográfico de smartphone nunca pode exceder determinadas dimensões, o software não padece de tais limitações. O mesmo pode ser dito sobre as lentes, o vidro (ou plástico) necessário para uma boa câmara fotográfica ou melhor, departamento fotográfico. Em suma, foi na Fotografia que maior contributo a Inteligência Artificial operou em 2018.

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As quatro câmaras fotográficas deste Samsung Galaxy A9

Por tudo isto é já raro vermos uma fabricante que não arroga utilizar algum tipo de inteligência artificial. Seja para chamar a atenção a possíveis consumidores ou por efetivamente aplicarem algoritmos de inteligência artificial.

Mais câmaras ou maior aposta nos algoritmos de inteligência artificial?

Certo é que este ano grande parte do marketing feito em torno dos dispositivos móveis passou pelo fenómeno da inteligência artificial e da fotografia. Aqui sobretudo graças a marcas como a Huawei bem como a Google que, aliás, continua a liderar neste quesito.

Em primeiro lugar, é sobretudo entre a Huawei e a Google que temos uma abordagem extremamente distinta. Apesar de ambas utilizarem a inteligência artificial ao serviço da fotografia, fazem-no de forma distinta.

O modelo de 2017 e o modelo de 2018. Ambos com mais de uma câmara na sua traseira. ©iFixit

Veja-se a Huawei, o seu P20 Pro ou Mate 20 Pro. Neste "prato da balança" poderíamos também incluir o Samsung Galaxy A9 e as suas quatro câmaras fotográficas. Do outro lado temos o Google Pixel 3 ou mesmo o Google Pixel 3 XL com as suas câmaras únicas.

Os Google Pixel continuam a utilizar uma só câmara principal

Vimos a inclusão da inteligência artificial em primeiro lugar nas fabricantes chinesas e nas câmara frontais. Aqui sobretudo para aprimorar as selfies e para conseguir o efeito de Beleza com a suavização dos traços e possíveis imperfeições do rosto.

Todavia, quando a inteligência artificial se começou a generalizar nos smartphones acabamos por ver principalmente dois tipos de abordagens. De um lado as fabricantes que apostaram mais no hardware, em mais câmara, mais sensores. Por outro lado, fabricantes como a Google que continuam a utilizar uma só câmara e, mesmo assim, a deslumbrar!

A Huawei supera a Samsung, Apple e até mesmo a Google na DxoMark

Ainda assim, é no equilíbrio entre ambas as abordagens (software vs hardware) que possivelmente encontramos a vencedora. Veja-se o exemplo da Huawei, uma das primeiras marcas a promover a utilização da inteligência artificial ao serviço da fotografia bem como vários sensores num só dispositivo.

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A configuração de câmaras do novo terminal, ao detalhe.

A estratégia da Huawei para já parece superar a da Google e das demais fabricantes como Apple, Samsung, entre outras. Pelo menos tendo em conta as notas atribuídas pela DxOMark à Huawei, Google, Samsung bem como à Apple e demais concorrentes.

Em segundo lugar temos a abordagem da Apple bem como a da Samsung. Ambas as fabricantes de topo optaram por utilizar algoritmos de inteligência artificial mas aqui vimos sobretudo a Apple a destacar-se no final do ano.

Apple apostou sobretudo no software e na Inteligência Artificial

Nesse sentido vimos os Apple iPhone XS, iPhone XS Max bem como o iPhone XR, todos eles a apostar sobretudo no software. Isto é, em novos e reforçados algoritmos de processamento da imagem para aprimorar a experiência de fotografia com os seus smartphones.

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A câmara dupla de 12MP bem como os demais componentes.

Com os novos iPhone XS e XS Max da Apple, a marca aposta sobretudo no tratamento da imagem, no processamento da imagem. Para tal utiliza um sensor fotográfico cada vez melhor bem como lentes cada vez mais precisas e nítidas. Tudo isto rematado por um algoritmo inteligente para elevar a experiência de fotografia.

Por exemplo, ao capturar uma fotografia num Apple iPhone o dispositivo captura até quatro imagens. Em seguida vai utilizar informação de todas elas para essencialmente compilar uma imagem final. Tudo isto numa fração de segundo.

A Samsung e a abertura variável da lente

Foi no Samsung Galaxy S9 Plus que vimos este sistema pela primeira vez. Seguir-se-ia o Samsung Galaxy Note 9 no pico do Verão. Aqui vimos não só os sensores equipados com a tecnologia Dual Pixel para agilizar a focagem e reduzir o ruído bem como o novo processo físico.

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Podemos aqui ver o módulo duplo da câmara traseira e o módulo da câmara frontal do Samsung Galaxy S9 Plus. ©iFixit

Este sistema utiliza lâminas microscópicas que controlam a abertura focal da câmara. Em primeiro lugar temos uma grande abertura quando a luz escassear ou quando o utilizador quiser criar um efeito de desfoque real. Em segundo lugar temos a abertura reduzida quando a luz abundar ou o utilizador quiser pormenores e arestas bem definidas.

A Samsung utiliza também um poderoso algoritmo de processamento da imagem com características similares ao da Apple, Huawei e Google. Capturando várias fotos ao premir o obturado e conjugando todas elas para obter o melhor resultado possível.

A aposta vencedora em 2018 é a da Huawei

A Huawei consegue superar a Samsung, Apple e até mesmo a Google no que à fotografia diz respeito. Com a introdução de novos algoritmos de processamento da imagem e o sistema de processamento da imagem - Master AI 2.0.

Em suma, com o reforço constante do software utilizado nos seus terminais bem como a forte aposta no hardware, a Huawei soube impor-se. É, neste momento, a grande rival da Google neste quesito ou melhor, vice-versa!

A Google opera prodígios com a Inteligência Artificial

O simples facto de os Google Pixel serem, pelo terceiro ano consecutivo, dos melhores smartphones para fotografia é em si uma proeza. Todavia, o facto de utilizarem apenas uma câmara fotográfica vem reforçar o seu estatuto de excelência.

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A tecnológica norte-americana apresentou recentemente os seus novos produtos.

Ora, como é que a Google consegue impor-se de tal forma perante a Apple, Samsung e até mesmo como alternativa à Huawei? Ora, graças à inteligência artificial e aos seus poderosos algoritmos de processamento da imagem. Graças a núcleos visuais unicamente dedicados ao processamento da imagem!

Exemplo da Google inspira a Huawei, Apple e Samsung

Em primeiro lugar, tal como a Huawei, Apple e Samsung, também a Google utiliza a inteligência artificial para operar o reconhecimento automático da cena. Para ajustar automaticamente as definições da câmara consoante a cena ou objecto reconhecido.

Em segundo lugar, veja-se a função Night Sight dos Google Pixel 3. Digamos apenas que este software é a diferença da noite para o dia. Em suma, representa na perfeição aquilo que a inteligência artificial é capaz de fazer pela fotografia.

Olhando agora para 2019, não temos a menor dúvida de que o exemplo da Google inspire todas as principais fabricantes. Reforçar todos os algoritmos e software de processamento da imagem é uma aposta ganha. A Huawei sabe disso, a Samsung e Apple também!

Contamos portanto com câmaras ainda mais prodigiosas em 2019, fruto de uma simbiose entre hardware e software.

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Rui Bacelar
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