As atualizações no mundo do Android é sempre um tema muito complicado. Podemos dizer que este é o calcanhar de Aquiles do sistema operativo desenvolvido pela Google para o mundo dos smartphones. O facto do mesmo ser de código aberto permite aos produtores de smartphones alterarem o mesmo conforme as suas necessidades e quereres e, mais tarde, isso tem influência nas atualizações que vão sendo disponibilizadas.

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E já nem estamos a falar das atualizações para novas versões do Android. Mesmo no campo das atualizações de segurança, que vão sendo lançadas pela Google, as coisas não correm conforme a empresa americana desejaria.

Segundo dados divulgados pela própria Google, metade dos cerca de 1.4 mil milhões de smartphones Android ativos mundialmente não receberam atualizações de segurança importantes no decorrer do ano de 2016. Isto é um dado preocupante, dada a maior propensão que o SO da Google tem a malwares quando comparado com os seus concorrentes.


Todavia, a Google está ciente deste problema e tem intenções de melhorar consideravelmente estes números, trabalhando mais próxima dos produtores de smartphones. O seu objetivo é reduzir a média atual de seis a nove semanas de diferença para apenas alguns dias.

Para que tal possa ser alcançado, a empresa de Mountain View irá facultar às empresas mais dados relativos às futuras atualizações. Desta forma, estas poderão prepara-se antecipadamente para as modificações a serem implementadas no Android e assim reduzir o tempo de adaptação das mesmas aos seus equipamentos.

Irá a Google cumprir com a sua palavra?

Esta é uma medida que certamente irá causar muito ceticismo entre a comunidade tecnológica. Todos nos lembramos que, no passado, a Google fez promessas semelhantes quanto às atualizações para novas versões do seu sistema operativo e as mesmas ainda não se materializaram da forma que todos desejaríamos.

Por outro lado, as atualizações de segurança são modificações mais simples de implementar, uma vez que não exigem tantas alterações de fundo no código fonte do sistema operativo.

Para terminar, e a título de curiosidade, a Google revelou ainda que tem tentado reduzir a propagação de malwares pela Play Stora com uma maior periodicidade na verificação das aplicações lá disponíveis. Segundo os dados revelados pela empresa, em 2016, este tipo de verificação foi levada a cabo 750 milhões de vezes, em contraste com as 450 milhões de 2015. Isto foi capaz de reduzir, na Play Store, a presença de trojans em 51.5%, backdoors em 30.5%, aplicações de phishing em 73.4% e downloads maldosos em 54.6%.

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