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Estas são 5 formas de evitar burlas através do MB WAY

O MB WAY raramente falha: quase todas as burlas funcionam porque a vítima confirma a operação. Há cinco hábitos simples que reduzem esse risco e um deles tem a ver com o que acontece quando já é tarde.

compras por telemóvel
Foto de Vitaly Gariev na Unsplash

O MB WAY é hoje o método de pagamento mais comum entre os portugueses. É fácil de usar quando pagas o jantar ou recebes o dinheiro de uma venda e até para fazeres uma transferência em segundos.

Essa facilidade é também o que o torna atrativo para quem quer enganar os outros. Os burlões não precisam de ultrapassar a segurança da aplicação. Basta convencerem-te a fazer tu o que eles querem.

Quase todas estas burlas dependem de uma ação tua, e por isso a maior parte da proteção também depende de ti.

1. Quem vai receber não tem de enviar nada

Este é o esquema mais comum no OLX e no Vinted, e o Banco de Portugal descreve-o em duas versões. Quando o vendedor não tem MB WAY, o burlão convence-o a aderir num multibanco e pede-lhe que associe o número de telemóvel do próprio burlão, a pretexto de ser uma autorização para o pagamento. Quando já tem, o burlão pede o número da vítima e usa a opção "Pedir dinheiro" em vez de "Enviar dinheiro".

Nos dois casos, és tu que pagas. Se estás à espera de receber e a app te pede para enviar dinheiro ou para confirmar com o PIN, é burla. A adesão ao MB WAY faz-se sempre sozinho e com o teu número, sem ajuda de ninguém.

2. O PIN e os códigos são só teus

Nunca partilhes o PIN do MB WAY, o código de ativação que recebes ao aderir, nem os códigos de levantamento gerados na app. A PSP lembra que o código de ativação dá acesso total à conta. Nenhum banco, loja ou comprador legítimo te pede estes dados, nem te pede para associares à tua conta um número de telemóvel que não é o teu.

Convém também evitar um PIN óbvio, como a data de nascimento ou uma sequência de números repetidos.

3. Não cliques em links de mensagens "do banco"

As mensagens de phishing chegam hoje com o nome do banco, um tom formal e um prazo curto: "a tua conta vai ser bloqueada" ou "tens uma encomenda por pagar". O objetivo é levar-te a um site falso onde deixas os teus dados.

O que deves fazer é ignorar o link e abrir a aplicação ou o site do banco diretamente. Para confirmar se o contacto é verdadeiro, liga para o número oficial do banco, o que está no cartão ou no site, e não para o que vem na mensagem.

Ao telefone, os burlões também fingem ser funcionários do banco. Quando te pedem uma operação "para proteger o dinheiro", desliga a chamada. Os bancos não funcionam assim.

4. Define limites e mantém as notificações ativas

Muita gente nunca abriu as definições de segurança do MB WAY, e vale a pena fazê-lo. Os limites podem ser ajustados na própria app, e há um limite diário de pagamento, separado do das transferências. Um valor que corresponda ao uso que realmente fazes limita o prejuízo em caso de acesso indevido à conta.

Para teres uma referência, o MB WAY permite hoje transferir até 2.000 euros por operação e receber até 5.000 euros por mês, com um máximo de 50 operações. Estes valores podem variar consoante o banco, por isso confirma os teus nas definições.

Mantém também as notificações ativas. Quanto mais depressa deres por um movimento que não reconheces, mais hipóteses tens de o travar junto do banco.

5. Desconfia da pressa e confirma por outra via

Quase todas as burlas têm em comum a urgência: pedem-te que decidas já, que não fales com ninguém, que pagues antes da oferta acabar. A PSP tem também avisado sobre burlas no WhatsApp, em que alguém, usando um número desconhecido, se faz passar por um familiar e pede dinheiro com pressa.

Perante um pedido de dinheiro, liga para a pessoa ao número que já tens guardado. Demora pouco tempo e desfaz a maioria destes esquemas.

Nas compras e vendas entre particulares, é recomendado fazer a transação presencialmente ou com envio à cobrança. Evita também pagar adiantado a desconhecidos.

E quando já é tarde?

Contacta o teu banco de imediato para bloquear o MB WAY e reportar a operação, e altera o PIN, no multibanco ou na app. Depois, apresenta queixa à PSP, à GNR ou à Polícia Judiciária e guarda as mensagens, os números de telefone e os comprovativos.

Convém não contar com o reembolso. O Banco de Portugal avisa que a recuperação do dinheiro não é garantida quando foi o utilizador a autorizar a operação, mesmo sem perceber o que fazia. É mais um motivo para travar estes comportamentos antes de confirmares.

O que isto diz sobre o problema...

Estas burlas não resultam de falhas do MB WAY. Resultam de engenharia social: aproveitar a confiança, a pressa e o hábito. É a parte mais difícil de resolver, porque nenhuma atualização da app protege quem entrega o PIN ou o código de ativação por vontade própria.

Ainda assim, os bancos e as plataformas têm responsabilidade em avisar melhor e mais cedo, e os alertas continuam a chegar a poucos utilizadores. Até isso mudar, o que te protege é um hábito muito simples: parar antes de fazer alguma coisa, desconfiar e confirmar tudo antes de tocar em "confirmar" no telemóvel.

Vê também: O MB WAY tem uma forma genial e gratuita de gerir (ou cancelar) subscrições.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.