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Companhias aéreas já usam IA para definir o preço dos bilhetes: o que pode significar para ti

Delta e outras companhias usam IA para ajustar os preços dos voos. Mas isso significa que vais pagar mais ou menos?

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Companhias aéreas já usam IA
Imagem criada por IA (Gemini)

A corrida pelo “bilhete ideal” vai ganhar uma nova camada de complexidade. A Delta Airlines anunciou que vai começar a usar Inteligência Artificial para definir o preço dos bilhetes de avião.

A ideia? “Entrar na mente do consumidor” e oferecer “o preço certo, no momento certo”. Parece invasivo, mas segundo a companhia, pode até significar poupanças para alguns viajantes.

Como a IA pode ajudar nas decisões comerciais das companhias aéreas

De acordo com informações do The View From The Wing, a Delta vai testar esta abordagem durante um período de 18 a 24 meses. O plano é usar IA para determinar os preços de cerca de 20% dos seus voos domésticos até ao final de 2025. Por enquanto, a tecnologia gere apenas 3% das tarifas, mas os sinais têm sido encorajadores.

Em vez de aplicar um valor fixo para todos, o sistema vai tentar perceber quanto o passageiro estaria disposto a pagar por aquele voo específico. E só depois disso é que mostra um preço.

Para deixar a ideia mais clara:

  • As companhias aéreas querem oferecer tarifas baixas para atrair viajantes com menor poder de compra, mas na medida em que tenham assentos vazios para preencher. A verdade é que essas tarifas promocionais são, na sua maioria, lucro incremental.
  • Mas as empresas também querem garantir que essas tarifas promocionais não apareçam para viajantes de negócios que não costumam preocupar-se com os preços.

E a IA pode ajudar nesta tarefa de descobrir a quem oferecer as tarifas mais baixas sem prejudicar a receita das tarifas altas.

A IA vai mesmo tornar as viagens mais caras? Nem por isso

Apesar de a ideia parecer assustadora, especialistas acreditam que esta tecnologia pode levar a preços mais baixos para muitos passageiros. Como? A IA permite diferenciar melhor os perfis de cliente: o viajante em lazer, que procura pechinchas e tem flexibilidade de datas, pode beneficiar de descontos agressivos, desde que esses lugares não sejam vendidos a quem estaria disposto a pagar mais.

Por outro lado, a IA também ajuda a evitar que tarifas reduzidas cheguem aos olhos de viajantes corporativos, que muitas vezes comprariam bilhetes mais caros sem hesitar. Com isso, as companhias protegem as suas margens e ainda conseguem encher mais voos.

Não é ficção científica e várias companhias já fazem isto

Para pôr isto em prática, a Delta está a trabalhar com a Fetcherr, uma empresa especializada em previsão de procura e algoritmos de pricing. E apesar de ser a primeira grande companhia aérea a falar publicamente sobre este sistema, não é a única a usá-lo.

A Fetcherr tem como clientes a Azul, Virgin Atlantic (que pertence 49% à Delta), WestJet (15% da Delta) e Viva Aerobus. Aliás, a Azul foi mesmo a primeira a reconhecer esta parceria em 2022. Já a Virgin Atlantic relatou um aumento de 10% nas tarifas com preços dinâmicos.

E a Fetcherr não está sozinha neste mercado. A JetBlue firmou uma parceria com a FLYR, enquanto a Lufthansa e a flydubai estão a usar soluções da PROS, outra plataforma de inteligência artificial focada na gestão de receitas. O resultado? Crescimento de receitas, claro, mas sem esquecer o consumidor mais sensível ao preço.

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Sabryna Esmeraldo
Sabryna trabalha com comunicação há mais de dez anos e especializou-se a produzir conteúdos e tutoriais sobre aplicações e tecnologia. Consumidora de streamings e redes sociais, adora descobrir as novidades do mundo.