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Claude pode ajudar a curar o cancro? CEO da Anthropic acredita que sim

Dario Amodei voltou a elevar a fasquia para a IA: o CEO da Anthropic acredita que modelos como o Claude podem acelerar descobertas científicas e, no futuro, ajudar a encontrar novos tratamentos contra o cancro.

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CEOsalvarcancro

A inteligência artificial já consegue escrever código, analisar grandes quantidades de informação e até apoiar profissionais de saúde. Mas Dario Amodei, CEO da Anthropic, acredita que o verdadeiro teste à tecnologia será muito maior: conseguir produzir avanços científicos capazes de mudar vidas.

Dario Amodei quer resultados e não apenas promessas

Numa publicação feita no X, Dario Amodei abordou a crescente desconfiança em relação às empresas de inteligência artificial e admitiu que a indústria ainda não conseguiu cumprir algumas das grandes promessas feitas nos últimos anos.

O responsável da Anthropic considera que dizer que a IA vai curar o cancro já se tornou praticamente um cliché. Para Amodei, a única forma de mudar realmente essa perceção será apresentar resultados concretos.

2/2 Second, on the messaging around AI. I do not agree that my messaging has been disproportionately negative. In fact it has been about equally balanced between risks and benefits: I’ve written one major essay about each, and even in interviews where I discuss the risks, I…

— Dario Amodei (@DarioAmodei) 15 de agosto de 2026

Segundo o CEO, aquilo que poderá convencer os mais céticos é “curar efetivamente o cancro”, em vez de continuar apenas a falar sobre aquilo que a tecnologia poderá fazer no futuro.

Isto não significa, naturalmente, que o Claude já consiga curar o cancro. A ideia de Amodei passa antes por utilizar modelos de inteligência artificial como ferramentas capazes de acelerar o trabalho de investigadores, analisar dados e ajudar na descoberta de novos tratamentos.

A Anthropic já está a colocar o Claude nas mãos dos cientistas

A aposta da empresa nesta área não fica apenas pelas palavras. A Anthropic tem vindo a aumentar o investimento na utilização do Claude em investigação científica, sobretudo nas áreas da biologia e das ciências da vida.

Em junho, a empresa apresentou o Claude Science, uma plataforma criada especificamente para investigadores. A ferramenta reúne vários recursos utilizados no trabalho científico e pretende reduzir o tempo gasto em tarefas como análise de dados, programação e consulta de diferentes bases de dados.

A Anthropic afirma mesmo que algumas empresas farmacêuticas, biotecnológicas e instituições de investigação já estão a utilizar o Claude para realizar em horas determinados processos que anteriormente podiam demorar semanas.

Além disso, o programa AI for Science da empresa disponibiliza acesso à tecnologia da Anthropic a investigadores que trabalham em projetos científicos de elevado impacto, com especial atenção para a biologia e ciências da vida. Entre as aplicações apontadas estão a análise de dados genéticos, compreensão de sistemas biológicos complexos e aceleração da descoberta de medicamentos.

A utilização da inteligência artificial na medicina também já vai muito além de experiências teóricas. Existem sistemas a serem estudados para ajudar na deteção de doenças, análise de exames e desenvolvimento de medicamentos.

Ainda assim, a própria Anthropic reconhece que os modelos atuais têm limitações. Podem apresentar informações incorretas, cometer erros em tarefas científicas e continuam a necessitar de supervisão de especialistas.

Por isso, a visão de Dario Amodei continua a ser, para já, uma ambição para o futuro e não uma capacidade atual do Claude. A diferença é que a Anthropic parece querer transformar essa promessa num dos principais testes ao verdadeiro impacto da inteligência artificial.

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Miguel Vieira
Miguel Vieira
Miguel Vieira é colaborador no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.