Partilha o artigo

Este artigo teria de ser escrito em algum momento. 2017 chegou, e com ele trouxe o regresso da Nokia ao mercado dos smartphones. Todavia, desengane-se quem pense que a empresa finlandesa nunca andou por estas bandas, porque sim, a Nokia já participou no mercado dos telemóveis inteligentes. E, de facto, até se saiu muito bem, pelo menos, dentro do universo Windows.

Vê também: VOTA para “Smartphone do Ano” e “Marca Revelação” 2016

Porém, a história muda quando nos apercebemos que este ano, dos seis ou sete modelos que a Nokia lançará para o mercado, nenhum terá Windows – não há nenhuma informação que aponte para o contrário – e todos terão Android.

Pois bem, sejamos sinceros numa pequena análise que obriga a uma viagem no tempo não muito distante. Em outubro de 2011 a Nokia apresenta o seu primeiro Windows Phone – o Lumia 800. Como não quero contar de novo a história que já todos sabemos, etc etc, avançarei para abril de 2013.

Em abril de 2013, adquiri o meu primeiro Windows Phone. Andava com um Samsung Galaxy Ace até aí e, por não querer comprar outro smartphone que começasse a travar ao fim de algumas semanas, nem um que me custasse um balúrdio, pensei como me safaria. Houve, na altura, uma terceira hipótese: Windows Phone – onde podia adquirir um smartphone a um preço razoável, que não soluçasse ao fim de algum tempo de uso.

Mas aqui é que surge a derradeira questão: olhei para os Lumia – na altura eram a série x20 – por causa da Nokia ou por causa do software? Para ser sincero, foi mais ou menos 70% por causa da empresa finlandesa – do qual eu gostava bastante – e o restante devido ao Windows Phone 8. Contudo, e mesmo sofrendo com a inexistência e (falta) de qualidade de algumas aplicações, o Lumia 820 teve sempre um excelente desempenho e, comparativamente com os Androids utilizados pelos meus amigos, safava-se muito bem com apenas 1GB de RAM. Deixava-me contente, de todo.

Entretanto a história muda, e as percentagens invertem-se. Eu começo a gostar do smartphone em si por causa do Windows Phone (8.1) e não por causa da Nokia em específico. E a cereja no topo do bolo é aquele momento em que a Nokia decide lançar um número (in)finito de smartphones de gama-média/baixa que me retraem no momento de trocar o meu 820 por outro Lumia e, aí sim, passei a querer adquirir Microsoft Lumia e não quis mais saber de Nokia Lumia por melhores que fossem – como o 1520, por exemplo.

No entanto, mais uma vez, a história mudou. Infelizmente, se eu preferia o Windows Phone à Nokia, entre aspas, eu não sei se hoje preferia o Windows Mobile à Nokia. E acho que me faço entender. Na altura, um Lumia 620 era um velocista em comparação com Androids do mesmo segmento. Hoje, um Lumia 650 é o quê? Pois…

Assim, escrevo este artigo porque este ano, finalmente, se ficará a perceber, outra vez entre aspas, quais os utilizadores Lumia que tinham um smartphone desses por causa da Nokia, quais os que o tinham devido à plataforma da Microsoft. Eu cá fico do lado da Microsoft.

Talvez queiras ver:

Xiaomi Mi Note 2 foi o mais colorido no CES 2017

Samsung termina o ano com o maior lucro dos últimos três anos

Nokia D1(C): Especificações e primeiras fotos do Nokia com Android

Partilha o artigo
Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.