Um caso grave nos Estados Unidos está a levantar novas dúvidas sobre o uso de sistemas de assistência à condução da Tesla. Um Tesla Model 3 colidiu contra uma casa no Texas e causou a morte de uma mulher de 76 anos que estava dentro da residência.
Segundo as informações partilhadas pela ABC News e NDTV, as autoridades investigam se o veículo estava a circular com um sistema automatizado de assistência ao condutor no momento do acidente. Ainda assim, não está comprovado que o piloto automático tenha causado a colisão. O caso ocorreu na noite da passada sexta-feira, 19 de junho, em Katy, uma cidade no Texas.
Tesla entrou numa casa em alta velocidade
De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Harris, Michael Butler conduzia um Tesla Model 3 por volta das 20h00, hora local, quando o carro saiu da faixa de rodagem, deixou a estrada e atingiu uma residência de tijolos.
Um vídeo publicado na internet pela filha da vítima mostra o momento em que o automóvel perde o controle em direção à residência.
O veículo entrou na casa em alta velocidade e atingiu Martha Avila, de 76 anos, que estava na sala de estar. A vítima foi transportada de helicóptero para um hospital, mas acabou por morrer. O condutor também ficou ferido, mas as autoridades afirmam que este não apresentava sinais de embriaguez e está a cooperar com a investigação.
Além da perda familiar, a residência ficou inabitável e sob investigação, conforme reportou a NDTV. Uma página no GoFundMe foi criada para ajudar a família com os custos de alojamento temporário, despesas funerárias e reconstrução.
Piloto automático ainda sob investigação
O ponto central da investigação está no sistema utilizado pelo carro no momento do acidente. As autoridades indicaram que o Tesla estaria a ser conduzido com um sistema automatizado de assistência ao condutor.
Isto não significa, por enquanto, que o sistema tenha sido o responsável direto pela colisão. O caso ainda está a ser investigado e, até à tarde de sábado, nenhuma acusação tinha sido formalizada.
A própria Tesla instrui os condutores a manterem as mãos no volante e a estarem prontos para assumir o controlo em caso de emergência. Ou seja, mesmo com funcionalidades de assistência, o condutor precisa de estar atento durante a condução.
O caso volta a colocar em discussão os limites dos sistemas de assistência à condução. Em janeiro deste ano, o piloto automático da Tesla foi acusado numa ação judicial de ter sido o responsável pela morte de um motociclista em Washington, nos Estados Unidos, em agosto de 2024.
Atualmente, embora estas tecnologias possam ajudar no trânsito, ainda dependem de supervisão humana e continuam a ser alvo de investigação quando acidentes graves como este acontecem.
