A Nothing pode estar a preparar a entrada no mercado dos óculos inteligentes, e não com um modelo, mas com dois. A informação vem de Roland Quandt, do WinFuture.de, que a partilhou na sua conta do BlueSky.
O que se sabe sobre cada modelo
O primeiro par é o mais simples. São uns óculos com áudio integrado, que funcionam como leitor de música, atendem chamadas e comunicam com o assistente de voz do telemóvel. As lentes são fotocromáticas, ou seja, escurecem sozinhas consoante a luz.
O segundo par tem tudo isto e acrescenta uma câmara. Segundo a dica, é aqui que entram o ChatGPT, a tradução e outras funções que ainda não foram detalhadas.
Dois óculos diferentes para cada tipo de uso
Lançar duas versões é uma decisão que faz sentido hoje, especialmente quando a privacidade (ou a falta dela) aperta cada vez mais. Os óculos com câmara são os que chamam a atenção, mas são também os mais complicados: custam mais, levantam questões de privacidade e dependem de software que tem de funcionar bem desde o primeiro dia.
Os óculos só com áudio são mais baratos de fazer, mais fáceis de usar e não obrigam ninguém a andar com uma câmara na cara.
A Nothing fica assim com uma versão para quem só quer ouvir música e atender chamadas sem tirar o telemóvel do bolso, e outra para quem quer ver até onde vai a inteligência artificial nos óculos. Não é uma estratégia nova no setor, mas é uma prática comum.
As lentes que escurecem são uma boa escolha
Nos óculos de áudio, o detalhe das lentes fotocromáticas é o que mais se destaca. Muitas pessoas que usam óculos de sol com áudio trocam de óculos várias vezes ao dia, e lentes que se adaptam à luz resolvem esse incómodo sem acrescentar uma função que tenhas de aprender a usar.
Em Portugal, onde há sol durante grande parte do ano, este argumento pesa mais do que noutros mercados.
A concorrência já está no terreno
Não vão chegar a um mercado vazio. Os Ray-Ban da Meta são hoje a referência nos óculos com câmara e assistente de IA, e outras marcas, como a Samsung, e sobretudo chinesas (como a Xiaomi), já têm propostas semelhantes. Para se destacar, a Nothing vai ter de contar com três fatores:
- O preço, que costuma ser o ponto forte da marca face aos rivais.
- O design, onde a Nothing já provou que sabe chamar a atenção.
- A integração com o telemóvel, porque os óculos de áudio dependem do assistente do smartphone e a experiência só é boa se essa ligação funcionar bem.
Há ainda uma nota sobre o ChatGPT: a Nothing já o integrou noutros produtos, por isso a escolha não surpreende. Resta saber se funciona nos óculos através do telemóvel ou com ligação própria.
O que falta saber sobre este óculos?
Faltam as respostas que realmente decidem a compra: quanto custam, quando chegam, quanto dura a bateria e se vão chegar a Portugal. Como esta informação vem de uma dica e não de um anúncio oficial, convém esperar pela confirmação da Nothing antes de tirar conclusões.
Se for tudo verdade, a marca prepara duas apostas ao mesmo tempo num segmento em que ainda se está a decidir quem manda. Vamos acompanhar e dizer-te mais quando houver novidades.