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A visita da 4gnews à sede da Microsoft em Portugal, no Parque das Nações, tornou ainda mais clara a ideia de que mais do que em qualquer outro momento na sua história, a empresa de Redmond se quer focar no que é boa e que, para si, é realmente importante, ou seja, o software.

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Com efeito, o que foi descrito a nível Mobile – smartphones, mais especificamente -, é que, olhando para o que vem a seguir, o que importa é, sem dúvida, aquilo que pode ser feito com o dispositivo e não o quão bom ou bonito é. Por outras palavras, e referenciando o destaque atribuído a este mercado, a questão não é se o par de Lumias 950 são em plástico ou com um design pouco apelativo mas sim o poder que eles ganham quando utilizados com uma Display Dock e, consequentemente, o que pode ser feito com o Continuum. A possibilidade de utilizá-lo, ao smartphone, como se de um computador se tratasse, sem qualquer tipo de limitação. Em todo lado, a qualquer hora, com um simples telemóvel e uma pequena caixa quadrada faz-se quase tudo aquilo que se faz num computador comum. Para além disso, é preciso não esquecer que, se ao Continuum se juntar a aplicação da Microsoft – disponível para todos os sistemas operativos móveis – e cujo nome é Remote Desktop então, mais que transformar o smartphone num PC, é possível transformá-lo no nosso PC, o que é, obviamente, extraordinário.
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Porém, também o Windows Hello – que se baseia na possibilidade de, tal como um leitor de impressões digitais, desbloquear um dispositivo, como um Surface Pro 4, através da íris do seu utilizador – foi referenciado. A Surface Pen e o que dela pode ser tirado utilizando o OneNote – o bloco de notas da empresa americana que muito tem mostrado e que, é considerado até, como o melhor dentro desse segmento – foram também abordados, bem como o potencial e a autenticidade do produto Surface em si mas, a questão não era bem essa. A Microsoft não está preocupada, passo a expressão, com o modelo seguinte, isto é, com o Surface Pro 5 – se for esse o nome – ou com o próximo smartphone. Está sim é a pensar como fazer deles os melhores e, para isso, nada mais precisa do que o que neles se encontra: o Windows 10 propriamente dito.

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Um exemplo disso é a possibilidade de ser jogado, sem recurso a programas específicos, ferramentas exclusivas ou outras complicações, qualquer jogo para Xbox em qualquer dispositivo Windows. Deste modo, se, por exemplo, num dado momento não for possível jogar o jogo que tanto se quer porque a televisão onde a consola está ligada está ocupada, nada mais fácil é do que ligar o computador ou outro dispositivo que se possua com Windows 10 e, sem qualquer outro contratempo, iniciar o entretenimento que tanto se deseja. Para além de tudo isso, e pensando naqueles que gostam de gravar o seu conteúdo para o poderem ver no futuro ou por qualquer outra razão, é possível gravar o jogo, com as maiores das facilidades graças ao recurso nativo do Windows 10 que assim o permite. E sim, não há por que ocupar espaço do dispositivo com isso quando tudo pode ser colocado no OneDrive se assim for pretendido.

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Contudo, toda esta inovação diz respeito ao agora. E o que a Microsoft visa é o futuro. Na sua visão, bem como na dos maiores analistas, a tecnologia que sucederá aquela a que se assiste hoje será a Tecnologia Invisível. A existência de sensores em toda a parte, capazes não só de analisar aquilo que se passa no dia a dia do respetivo interveniente como, mais importante do que isso, solucionar as adversidades que surjam. Assim, nos próximos anos, o foco é o software em si e todas as ligações que dele surgem, ou seja, o não à necessidade de serem feitas alterações na vida do consumidor para que usufrua o melhor possível de tudo que o envolve. O adeus aos vários cliques, o adeus ao menu Iniciar, o adeus ao rato e ao teclado. Tudo isso não integrará esse género tecnológico.

Em suma, não interessa o dispositivo, o hardware é secundário. Ser bonito ou feio, potente ou fraco é uma questão que terá menos relevância. O que importa é o que pode ser feito com a tecnologia e, mais que a produtividade por si só, a produtividade acompanhada de mobilidade (através de Clouds) e conhecimento dos indivíduos. O vídeo, em baixo, espelha o que a Microsoft tem em mente para o futuro.

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