
Ao que tudo indica, a Netflix está com ideias de apostar cada vez mais em Inteligência Artificial (IA). Como tal, acabou de ser criado pela plataforma de streaming um estúdio interno, chamado INKubator.
O INKubator quer desenvolver conteúdo de qualidade cinematográfica num ambiente liderado por criadores. Numa fase inicial, o foco está em curtas animadas, mas as ambições são maiores: eventualmente poderão avançar para longas-metragens animadas.
Como ficámos a saber? Pelas ofertas de emprego. A Netflix está à procura de profissionais da área, o que já diz muito sobre a dimensão que pretendem dar ao projeto.
A Netflix não emitiu ainda nenhum comunicado oficial. O que disse foi apenas que o INKubator pretende dar aos criadores um ambiente focado nos artistas para experimentar, onde possam explorar como novas ferramentas e fluxos de trabalho, a par das práticas tradicionais de animação, podem melhorar as suas capacidades de contar histórias. Resta saber em que proporções.
As duas faces da moeda
Diria que este é um dos casos em que se entende bem os dois lados. De um lado, os mais vanguardistas que veem na IA uma forma de tornar a animação mais acessível, mais rápida e até mais criativa.
Por outro lado, também é perfeitamente compreensível que muitos não vão gostar. A tecnologia continua a enfrentar críticas de artistas, animadores e sindicatos da indústria, sobretudo por questões de direitos de autor e pelo potencial impacto no emprego.
É claro que já vemos há anos filmes com efeitos especiais e CGI. Contudo, o "boom" da IA deixa muitos de pé atrás, pelo facto de se estar a entranhar em grande parte das áreas. Chegar desta forma ao entretenimento, que é um safe space do dia a dia de muitos, pode gerar alguns anticorpos.
Sendo a Netflix a principal plataforma de streaming no mundo, esperamos que use a IA com conta, peso e medida certas. Mesmo sabendo que, no final de contas, o que as pessoas querem é um bom filme ou uma boa série.
