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O YouTube volta a apertar as regras de rentabilização dos vídeos

O YouTube já é uma fonte principal de rendimento para muitos criadores de conteúdo. Desde gameplays, comédia, vídeos de gatos, tutoriais e tudo um pouco, esta é uma plataforma em crescimento. Contudo, as regras de monetização (rentabilização monetária dos vídeos) estão cada vez mais apertadas. Eis o que mudou e o que deves ter em conta se quiseres continuar a retirar algum proveito financeiro dos vídeos no YouTube.

Há cada vez mais pessoas a entrarem nesta grande plataforma. Seja para partilhar uma mensagem ou mesmo ambicionando uma carreira de YouTuber, para continuares a ter lucro ou para começares um novo canal importa conhecer as regras. E acredita, estas são cada vez mais apertadas e nem todos os criadores terão lucros. Aliás, alguns canais bem estabelecidos poderão ter que repensar toda a sua estratégia e conteúdos.

O problema atual do YouTube

Sem grandes surpresas, todos os conteúdos promotores do ódio, conteúdos ofensivos e até mesmo a utilização inapropriada ou de cariz sexual de personagens de entretenimento e personagens infantis. Estas são apenas algumas das situações que farão com que o teu vídeo seja automaticamente excluído da monetização nesta plataforma. Mas há mais, muito mais. Felizmente o próprio o YouTube esclarece bem toda a situação para que estejas ciente das regras.

   

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Se nos últimos meses os criadores de conteúdo já têm vindo a reclamar devido às quebras no AdSense (a fonte de receitas no YouTube), este problema teve uma causa de fácil compreensão. Foram várias as empresas como a Coca-Cola que deixaram de investir em publicidade no YouTube por não quererem o seu nome associado a vídeos de cariz ofensivo, enganador ou de índole discriminatória. Este foi o primeiro alerta de que algo estava mal na plataforma.

O YouTube continua a mudar e o principal objectivo será continuar a filtrar e desvalorizar tudo aquilo que possa ser conteúdo com menos qualidade e que não traga nada de vantajoso ou positivo para os utilizadores desta plataforma. Eliminando a monetização de alguns conteúdos, o YouTube poderá continuar a apoiar e remunerar os bons conteúdos. Relembro que, ainda há pouco tempo, vimos um estudo britânico que destacava o YouTube como a rede social com impacto mais positivo nos jovens.

O que mudou agora no YouTube?

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Em março passado tivemos um update que visava contextualizar melhor a colocação dos anúncios (publicidades) nos vídeos. Desde então YouTube terá conseguido reatar relações com vários dos investidores e cativado o interesse de outros tantos. Desta forma a plataforma reforçou o volume de fundos disponíveis para remunerar os produtores de conteúdos. Serviu também como alerta para a própria plataforma. Algo tinha de mudar. E efetivamente mudou.

As alterações de março estão a surtir efeito e, aos poucos, vemos o AdSense a recuperar a sua pujança. Mesmo assim, o YouTube sabe que não pode cometer os mesmos erros e terá de controlar cada vez mais aquilo que é divulgado na sua plataforma para não voltar a enfurecer os investidores. Pois bem, as novas regras são bem mais apertadas e a sua aplicação será, em parte, automatizada pelo novo algoritmo de controlo. Este algoritmo avaliará deste o título do vídeo, o conteúdo e até a thumbnail do mesmo.

A partir de agora poderás encontrar, de forma mais clara, as regras para monetização dos vídeos, quais os conteúdos e formatos elegíveis, entre outras informações no blog da plataforma. Ciente de qua o seu serviço não é perfeito, o YouTube está empenhado em proteger os interesses dos investidores sem descurar a liberdade de expressão e criatividade dos YouTubers.

As novas regras do YouTube

A postura do YouTube não permitirá a monetização, a rentabilização monetária de vídeos que se incluam nestas categorias, sendo particularmente inflexível e severo com:

  • Conteúdo ofensivo – No qual se incluem conteúdos que promovam a descriminação, o tratamento diferencial, que humilhe em público ou privado um indivíduo, grupo de indivíduos, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de género, deficiência ou qualquer comportamento sistematicamente associado com a marginalização.
  • Utilização inapropriada de personagens infantis – Conteúdo que retrate personagens infantis como por exemplo o Pato Donal, Rato Mickey e qualquer outro personagem popular em cenários violentes, sexuais ou simplesmente inapropriado para o contexto onde estão inseridos. Ainda que esta utilização seja para efeitos satíricos ou no espírito da comédia.
  • Conteúdo incendiário ou provocador – Conteúdo que levante ondas, boatos, difamação ou simplesmente use linguagem ofensiva fora do contexto. Caso utilize, por exemplo, palavrões de forma propositada e continuada para atacar algum indivíduo ou grupo.

Os vídeos acima descritos, apesar de poderem estar na plataforma do YouTube, de acordo com as novas regras de monetização deixarão de poder ser rentabilizados. Neste aspecto a plataforma será intransigente e implementará um algoritmo que verificará, de forma automática, todas as novas publicações.
Ao passo que o scan será automático com o novo algoritmo, poderás recorrer destas decisões. Nesse caso terás um ser humano a analisar o teu conteúdo, o qual ficará responsável pela decisão final de rentabilizar ou não os teus vídeos. Em cima da mesa estão ainda planos para combater os títulos enganadores, títulos que utilizem thumbnails ofensivas, ilusórias ou sexualmente apelativas, entre outros.

Note-se que a plataforma quer salvaguardar o direito à liberdade de expressão. Contudo, tem igualmente que respeitar as decisões e desejos dos investidores que não querem ver o seu dinheiro nem o seu produto associado a certo tipo de vídeos e publicações. Desta forma, o YouTube quer tornar-se numa plataforma mais “amiga” do espectador. Estas são as novas regras e refletem a postura cada vez mais séria e madura do YouTube.

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