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Xiaomi Smart Band 7 Review: a rainha das smartbands agora fica sempre ligada

Bruno Coelho

Ao longo das últimas duas semanas tive oportunidade de testar as capacidades da Xiaomi Smart Band 7 (nome oficial da pulseira inteligente que também podes conhecer como Mi Band 7). Pelo meio fui a Paris assistir à sua apresentação oficial, e deu para tirar conclusões sobre este que é um dos produtos da Xiaomi com melhor reputação no mercado.

Afinal, independentemente da idade, quantas pessoas encontramos com qualquer uma das Mi Band no pulso em 2022? São seguramente muitas, e isso deve-se ao histórico de qualidade que este produto construiu. Mas será que Xiaomi Smart Band 7 chega para manter este sucesso?

Neste artigo falo-te sobre as minhas conclusões após usar a Smart Band 7 diariamente. Será que vale os 59,99 € que a Xiaomi pede por ela em Portugal? Vem conhecer melhor este produto, cujo segredo está seguramente no ecrã.

xiaomi smart band 7

Unboxing e primeiras impressões

A experiência de unboxing da Xiaomi Smart Band 7 é semelhante à da anterior geração. A pulseira inteligente chega acompanhada dos manuais e do cabo de carregamento magnético que já encontramos nas duas últimas gerações.

A grande diferença está mesmo no corpo da pulseira que está ligeiramente maior, e isso acaba por se refletir no tamanho do ecrã. Esse mostra-se como o grande ponto diferenciador face a, por exemplo, a Mi Band 5.

xiaomi smart band 7

O ecrã é o grande trunfo da Xiaomi Smart Band 7

O ecrã AMOLED da Xiaomi Smart Band 7 tem agora 1,62” polegadas. Recorde-se que a Mi Band 6 tinha 1,56” polegadas, e a Mi Band 5 umas meras 1,1” polegadas. Esta representa uma área visível 24% maior do Mi Smart Band 6.

Na prática, conseguimos ver mais informação no ecrã em vários momentos. Mas há coisas a melhorar. As watchfaces, por exemplo, poderiam oferecer ainda mais informação e estar mais adaptadas a este ecrã com tanto potencial.

Aquela que é uma das grandes novidades deste novo modelo é a possibilidade de ter o ecrã sempre ligado. Este vai apresentar uma watchface simplificada, e manter-se ligado durante o horário que definires, para assim poderes ver as horas de forma discreta sem interagir com a pulseira.

xiaomi smart band 7

Como deves imaginar, esta funcionalidade é um verdadeiro sorvedouro de bateria. Por isso vais ter de escolher entre usá-la (e se ela está lá é para tirarmos todo o potencial dela), mas com a consciência de que isso vai afetar a autonomia anunciada.

A autonomia já não é extraordinária, mas é normal

Dizia Peter Parker (o Homem-Aranha) que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. E esse princípio aplica-se perfeitamente à Xiaomi Smart Band 7 e à sua autonomia.

A marca anuncia “até 14 dias de duração de bateria para uso normal diário”. Mas tal aplica-se certamente a quem não ative todas as potencialidades deste wearable. No meu caso, consegui uma média de 5 a 6 dias de autonomia.

xiaomi smart band 7

Isto foi possível de conseguir com a funcionalidade de ecrã sempre ligado entre as 7 e as 22 horas, e com a medição de frequência cardíaca constante. E pelo meio até consegues fazer algum exercício.

A smartband chega com uma bateria de 180 mAh de capacidade, contra os 125 mAh da geração anterior. Mas se tal como eu gostares de tirar partido de todas as funcionalidades, podes mesmo contar com autonomia para 5 a 6 dias. O que, para mim, parece suficiente para as funcionalidades apresentadas.

Conforto acima de tudo

Se tal como eu não és fã de grandes objetos no pulso, esta continua a ser a opção ideal. Continuo a dizer que muitas vezes simplesmente me esqueço que a tenho a Xiaomi Smart Band 7 no pulso.

Esta chega com um ecrã maior, mas pesa apenas 13,5 gramas (sem a bracelete), que se tornam praticamente impercetíveis. A bracelete mantém-se nos mesmos moldes da anterior geração. Não é suposto que coloques uma bracelete da anterior geração neste modelo. Mas caso forces, vais conseguir, embora não seja o mais aconselhado.

xiaomi smart band 7

Interação com a smartband ainda melhor

Interagir com a Smart Band 7 mantém-se com padrões semelhantes aos da anterior geração. Sem um botão físico, conseguimos aceder ao menu de “aplicações” e aos widgets com simples deslizes no ecrã.

A partir do ecrã principal, é agora possível aceder a um total de 10 widgets (antes eram 6) com simples swipe lateral. Estes podem ser personalizados através da app Mi Fitness ou Zepp Life (dependendo da que escolheres). Com um swipe para baixo acedes às notificações, e com um swipe para cima às "aplicações" disponíveis.

xiaomi smart band 7

A app que escolheres também é importante, tendo em conta as aplicações de desporto que usas. A Zepp Life (antiga Mi Fit) vai permitir-te enviar os teus dados para o Google Fit. Já a Mi Fitness permite ligação com a Strava.

De realçar que a smartband chega com algumas watchfaces pré-instaladas. Mas na app consegues encontrar cerca de 100 opções. É nesta que encontras também dados mais detalhados sobre os batimentos cardíacos, oxigénio no sangue ou a monitorização do sono.

Cada vez mais opções para desportistas

Embora não se possa comparar a dispositivos mais caros e, claro, com melhores sensores e GPS incorporado, a Xiaomi Smart Band 7 é uma opção segura para desportistas ocasionais. Se antes tinha 30 modos desportivos, a nova geração chegam com 120.

Vais poder monitorizar as tuas corridas, pedaladas ou levá-la contigo para nadar. Contudo, é necessário ter em conta que o smartphone é necessário em atividades onde o GPS é requisitado. Já que o facto de não ter GPS incorporado continua a ser uma das falhas do produto.

xiaomi smart band 7

Mesmo com o smartphone por perto, encontrar o sinal de GPS pode levar algum tempo. Mas comparando-a com outros produtos mais caros, a diferença nas medições parece não sofrer muitas diferenças.

Por comparação com um Huawei Watch GT 2 Pro, mediu uma volta de bicicleta de cerca de 18 km com 200 metros a menos de diferença. O que significa que no final das contas não se portou nada mal. Contudo, esses são sempre números a ver com uma “pitada de sal”.

A cuidar cada vez mais da tua saúde

Como sempre, esta vai medir os teus passos e calorias ou o sono se a usares enquanto dormes. Tendo usado todas as Mi Band desde 2, posso dizer que esta é uma funcionalidade com as suas falhas, mas que está cada vez melhor.

Podes medir os batimentos cardíacos permanentemente, e finalmente é possível medir a saturação de oxigénio no sangue (SpO2) também de forma permanente (e não manualmente como antes). Tudo isso pode ser personalizado na app.

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Os resultados não devem ser olhados com um contexto médico, mas como apenas mais um barómetro. Estas medições também ajudam a drenar a tua bateria mais rapidamente. Uma das novidades desta versão é a medição de VO2 Max. Esta faz uma análise, podendo medir os consumos máximos de oxigénio que podes utilizar durante um determinado treino.

Uma experiência cada vez mais completa

Se antes só podíamos fazer determinadas configurações na app do smartphone, cada vez mais é possível ver dados na própria pulseira. Como sempre é possível ver as notificações das tuas apps preferidas, do calendário ou de chamadas.

Desde a anterior geração também já podes usar a tua smartband como lanterna, ver vários dados do teu sono ou personalizar alarmes na própria pulseira. Continua a ser possível controlar a câmara do smartphone, a música, o ciclo menstrual, encontrar o smartphone ou simplesmente criar um temporizador ou ativar o cronómetro.

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Conclusão

Ainda faltam várias coisas a um produto como a Xiaomi Smart Band 7, que muitos quereriam ver por 59,99 €. O GPS incorporado é a primeira coisa que me vem à mente. Mas a possibilidade de fazer pagamentos com a pulseira em Portugal seria algo muito interessante também.

Com um brilho cada vez melhor, cifrado nos 500 nits, queremos aproveitar todo esse potencial durante o dia. Mas seria com ter um sensor de luz ambiente para que à noite não sejamos ofuscados com tanto brilho quando ligamos o ecrã.

Na sua génese, a Xiaomi Smart Band 7 é um produto maduro. A marca fez bem em manter o formato que todos conhecem (e eu particularmente adoro), com o incremento de 24% no aumento do ecrã.

Ecrã sempre ligado é a minha novidade favorita

A introdução do ecrã sempre ligado é uma grande melhoria na qualidade da utilização. Deixa de ser necessário levantar o pulso ou mesmo clicar no ecrã quando só queremos simplesmente ver as horas.

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É claro que isso se sente na autonomia, que já não tem aquele quase um mês que conseguíamos há algumas gerações. Mas com a quantidade de medições que esta faz e com o ecrã sempre ligado, os 5 a 6 dias que ofereceu na minha utilização são mais que suficientes.

Devo comprar a Xiaomi Smart Band 7?

Em jeito de conclusão, a Xiaomi Smart Band 7 é um produto familiar que recebe todos os anos melhorias incrementais. Mas para quem é? Se tens uma Mi Band 4 ou anterior, este é um upgrade que vale a pena. Se tens uma Mi Band 5 ou Mi Band 6, é mais difícil justificar a compra do novo modelo.

Caso tenhas ficado interessado na compra da nova Xiaomi Smart Band 7, podes fazê-lo através da Xiaomi Store Portugal online ou nas lojas físicas. O preço recomendado no nosso país é de 59,99 €.

xiaomi smart band 7

Pontos fortes da Xiaomi Smart Band 7

  • Ecrã 25% maior com potencial para albergar mais informação
  • Possibilidade de manter o ecrã sempre ligado
  • Perfeitamente equilibrada em tamanho e conforto
  • Mais de 120 modalidades desportivas

Pontos fracos da Xiaomi Smart Band 7

  • Autonomia sofre consideravelmente usando todo o potencial da Band
  • Ainda não tem GPS
  • NFC é uma miragem
  • Sensor de luz ambiente faria a diferença

Especificações técnicas da Xiaomi Smart Band 7

  • Ecrã AMOLED de 1,62 polegadas
  • Resolução de 192 por 490 pixeis, 326 PPI
  • Brilho máximo de até 500 nits
  • Resistência à água de 5 ATM
  • Bluetooth 5.2
  • Acelerómetro de 3 eixos
  • Giroscópio de 3 eixos
  • Sensor de frequência cardíaca PPG
  • Peso de 13,5 g sem pulseira
  • Bateria de 180 mAh
  • Requisito de Android 6.0 / iOS 10 ou superior
  • App compatível: Mi Fitness ou Zepp Life

Um agradecimento à Xiaomi Portugal pela possibilidade de nos levar até Paris para conhecer este e outros produtos do seu espólio, e por disponibilizar uma unidade para teste.

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Vive entre a paixão pela escrita, a música e a tecnologia. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior em 2015, e fez parte da equipa que fundou o Jornal de Belmonte. Produziu vários podcasts independentes pelo caminho. Come especificações ao pequeno-almoço.