Xiaomi: regulador alemão iliba acusações de censura nos smartphones

Rui Bacelar
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Em setembro de 2021 a Xiaomi foi acusada por uma agência de cibersegurança sediada na Lituânia de ter mecanismos de censura presentes no software dos seus smartphones Android. Filtros que, apesar de inativos fora da China, continuavam presentes nos telefones vendidos, por exemplo, na Europa.

Entretanto, a fabricante chinesa de smartphones Android veio a público desmentir tal acusação, sem que novos desenvolvimentos fossem publicados desde então. Todavia, neste hiato persistiu a dúvida sobre tal possibilidade, ao que agora uma nova agência de cibersegurança sediada na Alemanha vem apoiar a tecnológica liderada por Lei Jun.

Grupo alemão de IT e cibersegurança vem inocentar a Xiaomi

German IT security watchdog: No evidence of censorship function in Xiaomi phones https://t.co/biLutoZ2QP pic.twitter.com/OPV4apjbTy

— Reuters (@Reuters) 13 de janeiro de 2022

Segundo avança a agência Reuters, o grupo alemão não encontrou indícios de censura, ou funções que o permitam, presentes no software dos dispositivos móveis da Xiaomi. Em causa está o regulador federal BSI, encarregue do escrutínio e cibersegurança dos dispositivos móveis comercializados na Alemanha.

Assim, temos um novo regulador a apoiar a Xiaomi face às acusações emanadas da Lituânia em setembro último. Segundo o relatório não foram encontrados filtros inativos ou ativos, nos smartphones e dispositivos alvo de investigação.

Mais concretamente, afirma a BSI " Em resultado (da investigação), a BSI não conseguiu identificar anomalias que requeiram investigação aprofundada com bae nestas acusações".

Investigação pelo regulador alemão começou em setembro de 2021

Lithuania says throw away Chinese phones due to censorship concerns | ReutersPhones sold in Europe by Xiaomi have built-in ability to detect and censor terms such as "Free Tibet" and "Long live Taiwan independence", Lithuania's cybersecurity body says.https://t.co/0e0THplFFq

— Inter-Parliamentary Alliance on China (@ipacglobal) 22 de setembro de 2021

A investigação teve início no final de setembro de 2021, com as conclusões a serem agora divulgadas pelo órgão alemão. Face ao exposto, não existem indícios das práticas alegadas anteriormente como, por exemplo, a censura de determinados termos.

Recordamos, a propósito, as acusações de que temáticas como a independência de Taiwan, ou a democracia em Hong Kong, bem como a situação política do Tibete era alvo de censura mediada por filtros automáticos, presentes no código (software) dos telefones Xiaomi.

Em síntese, este aval proveniente da Alemanha e noticiado pela Reuters vem aclarar a situação, desdobrando-se também como garantia para os consumidores na Europa.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com