Xiaomi Mi Band 6 Review: um ecrã completo cheio de possibilidades

Bruno Coelho

A Xiaomi Mi Band 6 (também conhecida como Mi Smart Band 6) é a mais recente pulseira inteligente da linha de prudutos com maior sucesso neste segmento de mercado. Foi a smartband mais vendida globalmente nos últimos quatro anos, e o novo modelo chega com ingredientes para voltar a triunfar.

Testei a nova smartband da Xiaomi na última semana, e neste artigo podes ler algumas conclusões que conseguimos tirar ao longo do processo. Há detalhes que tornam a experiência mais rica face ao modelo anterior que venho a usar durante o último ano. Mas valem as melhorias face ao preço de 44,99 € que a Mi Store pede em Portugal? Vem descobrir.

Xiaomi Mi Band 6

Pontos fortes da Xiaomi Mi Band 6:

  • Ecrã AMOLED completo com grande qualidade
  • Autonomia de bateria competente com as funcionalidades básicas
  • Atalhos rápidos para ass funcionalidades preferidas
  • Dezenas de modos desportivos disponíveis
  • Controlo de música disponível em simultâneo com exercício

Pontos fracos da Xiaomi Mi Band 6:

  • Bateria sofre com todas as funcionalidades ativas
  • Deteção automática de exercício ainda tem de melhorar
  • Falta NFC para pagamentos
  • Não tem GPS embutido
  • Design mantém-se inalterado face ao modelo anterior

Primeiras impressões da Xiaomi Mi Band 6:

Assim que tiramos a Mi Band 6 da caixa, como podes conferir no nosso unboxing abaixo, as mudanças de design são pouco notórias. Não existe aqui uma mudança radical no corpo da pulseira até ligarmos o ecrã.

Assim que tal acontece, o caso muda de figura. É que agora o painel AMOLED é de 1,56” polegadas (antes era de 1,1” polegadas), sendo 50% maior (segundo a marca). E isso nota-se na experiência de utilização.

A ligação à Mi Fit e ao meu iPhone é feita com a facilidade habitual, e a partir daí podemos passar a utilizá-la. O ecrã completo traz-nos a primeira novidade: o “botão” na parte inferior desaparece, e agora para acordar a pulseira dá-se um clique no ecrã (ou faz-se um swipe).

Design conservador, mas com várias vantagens

Vamos começar pelo design da Mi Band 6, que pode ser dos pontos mais controversos. Há que criticar o facto de não existirem mudanças que aconteceram noutros concorrentes, onde vimos aparecer um “corpo” maior nas pulseiras, que oferece espaço para mais informação.

Ainda que tal facto seja criticável, pessoalmente não é algo que me preocupe. Esses produtos acabam, quanto a mim, por cair mais para o terreno dos swartwatches. O que acaba por não ser benéfico para utilizadores como eu.

Xiaomi Mi Band 6

O que sempre me agradou nas Mi Band foi o seu tamanho reduzido. Nunca fui uma pessoa de relógios, e o design discreto desta smartband é algo que adoro. Conseguiram manter o corpo e aumentar tamanho do ecrã, é algo salutar.

Sinal de que não houve mudanças no corpo da pulseira, é que as braceletes do modelo anterior encaixam perfeitamente na Mi Band 6. E isso será interessante para quem faz a troca de um modelo para o outro. E o mesmo se aplica ao carregador magnético.

Ecrã completo é um sonho concretizado

Jogando com as armas que tem, que é como quem diz com um tamanho reduzido, a Mi Band 6 conquista pelo seu ecrã. São agora 1,56” polegadas que nos permitem ter no ecrã principal bem mais informação.

Esse ecrã não é apenas maior, mas tem também grande qualidade. Falamos de um painel AMOLED que não terás problemas em visualizar tanto no interior como nas tuas atividades desportivas no exterior, onde o brilho máximo faz um ótimo trabalho.

A interação com este ecrã exige uma pequena curva de aprendizagem, já que dizemos adeus ao habitual “botão” tátil ao fundo do ecrã. Agora o ecrã pode acordar com um simples toque neste ou um deslize (tu escolhes nas definições).

xiaomi mi band 6

A navegação é feita lateralmente pelos teus atalhos preferidos. No meu caso, coloquei aí os dados da meteorologia, o controlo da música ou a funcionalidade de encontrar o meu smartphone.

Com um swipe para cima ou para baixo, tens acesso ao menu com as várias aplicações. A ordem destas e aquelas que queres ver disponíveis, pode ser totalmente personalizada através da app Mi Fit.

As watchfaces vão ao encontro do que a Xiaomi já nos habituou. São dezenas as opções disponíveis só na app oficial. Mas se quiseres tirar partido de informações de passos ou meteorologia clicáveis, aconselho a que uses as que já chegam embutidas (como foi o meu caso).

xiaomi

As grandes novidades da Mi Band 6

O ecrã é, a meu ver, a grande mais-valia e novidade maior desta Mi Band 6. Mas para os entusiastas existem outras características que merecem ser destacadas nesta análise, e que não esquecemos.

Um ano atrasado, chega à Mi Band 6 o sensor SpO2. Este permite medir os níveis de oxigénio no sangue, mas tal como a própria marca refere no seu site não deve ser considerado em monitorização de qualquer “propósito médico”. Ainda assim, é uma boa métrica nos tempos que vivemos.

As medições que fiz mostraram valores sem razões para alarme, e com poucas variações frequentes. Tal como os batimentos cardíacos, são valores para os quais devemos olhar apenas como um barómetro.

xiaomi mi band 6

Outro ponto interessante da Mi Band 6 é que agora é capaz de detetar automaticamente seis atividades físicas: caminhada, ciclismo, corrida, remo, esteira e elíptica. E se na caminhada ou corrida, o parece fazer sem problemas, no ciclismo parece ter muitas dificuldades. É por isso aconselhável que atives a monitorização antes da tua atividade, para que tudo corra como esperado.

Uma das características que tornou este produto popular foi a monitorização do sono. Hoje já conta inclusivamente com a capacidade de monitorizar “sonecas”, e a novidade do novo modelo é a qualidade da respiração no sono. Esta dá-te uma pontuação de quão bem estás a respirar durante o teu descanso, mas deves ter em atenção que ainda se encontra em fase “beta” (testes).

Outro pormenor interessante, e que pode passar despercebido aos mais desatentos, é a novidade referente ao alarme. Isto porque no novo modelo é possível criar um alarme de raiz pulseira sem ser necessário recorrer à app.

Sem brilhar, a bateria da Mi Band 6 continua competente

A Xiaomi promete até 14 dias de autonomia de bateria na Mi Band 6. Estes são valores interessantes e atingíveis, mas apenas se utilizadores as funcionalidades mais básicas. Se tal como eu quiseres monitorizar os batimentos cardíacos ou o oxigénio no sangue com mais frequência, a autonomia vai sofrer.

xiaomi mi band 6

Assim que a smartband me chegou às mãos, carreguei-a por completo. Passados cinco dias, conta ainda com 39%. Isto significa que não terás problemas em conseguir pelo menos uma semana de bateria em todo o seu potencial.

Isto pode colocar de pé atrás os fãs habituados a quase um mês de autonomia. Mas é o preço para um gadget com cada vez mais potencialidades. Além disso, pode ser carregada magneticamente em cerca de uma hora e meia.

Atividades desportivas que nunca mais acabam

A Xiaomi Mi Band 6 conta agora com monitorização de até 30 atividades desportivas. Além das habituais, encontramos na lista basquetebol, patinagem no gelo, badminton ou zumba. No meu caso, levei-a a dar umas pedaladas para rua.

O ciclismo está na lista das seis atividades que a Mi Band 6 afirma detetar automaticamente. Mas como seria de esperar, esta funcionalidade não se ativa tão facilmente como possas esperar, pelo que o caminho a tomar é o habitual.

xiaomi mi band 6

Abres a Mi Fit, selecionas o ciclismo na smartband e começa a monitorização. Não terás problemas em monitorizar a localização, que se irá socorrer do teu smartphone. As informações na pulseira são as essenciais, e não desiludem.

Um pormenor a que a Xiaomi esteve atenta é a possibilidade de controlor a tua música enquanto monitorizas exercício. Dessa forma, podes aumentar o volume ou trocar de faixa enquanto fazes exercício sem ter de recorrer ao smartphone.

Para quem é (e não é) a Xiaomi Mi Band 6?

A Xiaomi Mi Band 6 é uma smartband destinada a utilizadores que apreciam um wearable discreto, e que praticamente não se nota no braço. O corpo mantém-se inalterado, mas o ecrã completo é um deleite para os olhos.

É também um produto para quem gosta de personalização. Além das watchfaces disponíveis para a pulseira, encontras dezenas na app oficial. Mas uma pesquisa por essa internet fora, vais mostrar-te um “mundo” de como personalizar o ecrã da tua Mi Band 6.

Outro pormenor importante são as pulseiras da Mi Band 6. Estas mantêm-se inalteradas face à Mi Band 5, o que significa que não terás problemas em encontrar uma bracelete ao teu gosto.

Esta dispõe finalmente do aguardado sensor SpO2 e são 30 as modalidades que permite monitorizar. Durante essa monitorização, os utilizadores podem também controlar a sua música. Outro pormenor importante é que, ao contrário de outros concorrentes, não limita funcionalidades a quem não usa smartphones da Xiaomi ou a quem tem iOS (como é o meu caso).

xiaomi mi band 6

Por outro lado, a Mi Band 6 não é para aqueles que não querem um design conservador. Se estás à espera de um aspeto revolucionário face aos anteriores modelos, esta não é a smartband para ti.

Se procuras uma smartbanad que monitorize automaticamente o teu exercício, este também não será o modelo indicado. O mais sensato será ativar antes de dar inicío à pedalada ou à corrida para que tudo fique nos conformes.

Quanto à qualidade da respiração durante o sono, é uma nova métrica interessante. Mas deves ter em conta que ainda se trata de algo em fase de testes, e não deve ser totalmente tida em conta.

Outro pormenor importante é que a versão com NFC desta smartband, se mantém exclusiva da China. Esperamos que num futuro próximo a Xiaomi possa dar tal possibilidade aos utilizadores globais.

Para quem gosta de ir treinar sem levar o smartphone atrás, esta também não é a smartband ideal. Ainda não conta com GPS embutido, pelo que é necessário o smartphone para monitorizar esses dados.

Disponível por 44,99 € na Mi Store Portugal, a Mi Band 6 é um produto interessante para quem deseja iniciar-se no mundo dos wearables com algo discreto e apelativo. Pode também ser interessante para quem tem uma Mi Band 4 ou mais antiga e quer fazer um upgrade.

Agradecemos à Mi Store Portugal a disponibilidade da Mi Band 6 para a nossa análise.

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Vive entre a paixão pela escrita, a música e a tecnologia. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior em 2015, e fez parte da equipa que fundou o Jornal de Belmonte. Produziu vários podcasts independentes pelo caminho. Come especificações ao pequeno-almoço.