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Xiaomi: Lei Jun promete manter a margem de lucro abaixo dos 5%

Caso contrário, estão prometidas formas de compensar o cliente.

Lei Jun CEO Xiaomi
Lei Jun, CEO da Xiaomi na apresentação do Xiaomi Mi 6X

A Xiaomi foi fundada em 2010 por Lei Jun e rapidamente se afirmou como um caso de sucesso. Em apenas oito anos de laboração, esta tecnológica é já 4ª posicionada no seu mercado caseiro e 5ª a nível mundial. Um estatuto que a coloca cada vez mais próxima de grandes empresas como a Apple, Samsung e Huawei.

A formula para este sucesso parece ser simples: equipamentos de qualidade por preços em conta. No passado, quando ainda Hugo Barra fazia parte da Xiaomi, este afirmou que a empresa vendia os seus produtos a preço de custo. Um estratégia questionável do posto de visto financeiro mas que tem dado frutos ao longo destes anos.

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Mais recentemente, tivemos o próprio Lei Jun, CEO da empresa, a afirmar que as margens de lucro da sua empresa se situam entre os 1% e os 2%. Este tem sido o fio condutor da empresa ao longo dos últimos anos. Lei Jun quer dirigir uma empresa que não será gananciosa.

Poucos dias depois, Lei Jun afirma agora que a margem de lucro da empresa nunca ultrapassará os 5%. Notícia que nos foi dada hoje no contexto da apresentação do Xiaomi Mi 6X. Mais um excelente produto com uma relação qualidade / preço fantástica.

No decorrer desta apresentação, Jun afirmou que a qualidade dos produtos e um preço honesto são inseparáveis. Caso um produto possua não tenha a qualidade desejada os utilizadores não o comprarão, independentemente do seu preço de venda.

Lei Jun, CEO da Xiaomi, promete manter margem sempre abaixo deste patamar

É com isto em mente que o CEO da Xiaomi promete que a margem de lucro da empresa nunca ultrapassará os 5%. Se algum dia esta barreira tiver de ser ultrapassada, ele promete formas de compensar os seus clientes.

O cumprimento desta promessa terá de passar pela inovação tecnológica e por um design cativante. Foram estas as palavras do CEO da Xiaomi no evento de hoje. Só desta forma é que a empresa conseguirá fidelizar os seus clientes.

Foi ainda referido que este modelo de negócio tem surtido efeito no mercado como um todo. A relação qualidade / preço adotada pela empresa tem influenciado significativamente o crescimento do mercado tecnológico chinês. À medida que a Xiaomi se vai expandindo para outros mercados, Lei Jun espera que esta filosofia os influencie também.

Esta promessa é, de facto, muito animadora para qualquer consumidor de tecnologia. Numa altura em que os preços dos smartphones tendem a subir anualmente de uma forma generalizada, será que a Xiaomi conseguirá resistir efetivamente à tentação?

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O gosto por tecnologia foi algo que esteve sempre dentro de mim. Com o crescer do mercado dos smartphones, também o meu entusiasmo com os mesmos aumentou. Já nos tempos livres, as séries são o meu principal passatempo.
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