Xiaomi alia-se à Samsung para desenvolver este componente crucial

Rui Bacelar
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O novo SoC (system on chip) deve integrar novos núcleos Cortex-X2 da ARM, bem como uma nova gráfica Mali. Estes são os principais vetores de inovação que podemos esperar do próximo processador desenvolvido pela Xiaomi com o auxílio da Samsung.

Famosa pelos seus processadores Exynos, a sul-coreana Samsung é uma das fabricantes com mais experiência no desenvolvimento e produção de processadores. Desse modo, é natural que a Xiaomi, como marca menos experiente, recorra ao know-how alheio.

Xiaomi terá recorrido ao know-how da Samsung

Samsung
A tecnológica sul-coreana é famosa pelos seus processadores Exynos.

Tal como apontavam as fugas de informação nos últimos meses, a Xiaomi está efetivamente empenhada em desenvolver mais chips, semicondutores e processadores para os seus produtos. Componentes que poderá implementar no seu vasto e crescente ecossistema.

Os novos relatos sugerem que ambas as empresas estão a trabalhar no sentido de desenvolver um novo SoC. Mais concretamente, um processador para smartphones e outros dispositivos móveis, integrando já a mais recente tecnologia Cortex da ARM.

Inicialmente avançado pela publicação NotebookCheck, o relato sugere que ambas as empresas já efetuaram pelo menos cinco reuniões estratégicas. Durante estes encontrolos já terão sido decididos algumas aspetos sobre o modelo de processador a desenvolver.

Mais ainda, o chipset em questão será baseado nos novos núcleos Cortex X2 da ARM. Note-se, contudo, que este padrão não foi sequer anunciado pela ARM, mas não seria a primeira vez que uma grande fabricante tem conhecimento prévio de tais desenvolvimentos.

Ambas as empresas preparam-se para o próximo "salto" nos chipsets

Gerücht: Xiaomi und Samsung planen "Xiaomi Silicon" auf ARM Cortex X2-Basis https://t.co/oEZ83glDGu #notebookcheck #news #tech

— Notebookcheck (@notebookcheck) 27 de abril de 2021

A parceria pode colocar não só a Samsung como também a Xiaomi com posições reforçadas no mercado mobile. Ao serem das primeiras a oferecer aos consumidores smartphones e demais produtos com uma próxima geração de processadores, a vantagem estratégica é óbvia.

Note-se também que, para a Samsung, a parceria também seria financeiramente proveitosa. Para a Xiaomi a parceria traria não só o know-how que futuramente pode ser aplicado a diversas frentes, como também ajudaria a fabricante a oferecer algo de novo aos consumidores. Em síntese, tudo indica que esta é uma parceria proveitosa para ambas as partes.

Vale ainda referir que a Samsung usará este padrão da ARM nos seus próprios processadores Exynos. Como tal, ambas as fabricantes ficariam preparadas para lançar os seus futuros processadores com base nas novas tecnologias da ARM.

As novidades, contudo, não se ficam por aqui. De acordo com o relato, o novo processador Xiaomi também tirará proveito do trabalho realizado pela Samsung e AMD. Ambas as empresas têm vindo a colaborar e a desenvolver novos sistemas gráficos.

Tal como a Apple e Samsung, também a Xiaomi e Google devem criar os próprios chipsets

Para a Xiaomi também este know-how tem valor, podendo traduzir-se na chegada do seu próximo SoC com uma gráfica (GPU) Mali da ARM integrada. Por outras palavras, tal como a Apple tem os seus M1 e a Samsung os seus Exynos, também a Xiaomi pode seguir esta via.

Por fim, damos conta de planos similares no seio da Google que também estará a desenvolver o seu próprio processador. Apelidado internamente de "Whitechapel", pode vir a ser utilizado no futuro smartphone Google Pixel 6 a chegar no fim de 2021.

Para já, contudo, as informações sobre estas temáticas são difusas com todas as empresas a querer guardar bem este trunfo estratégico. Não obstante, consideramos como bastante provável que tanto a Xiaomi como a Google sigam efetivamente este curso de ação.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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