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Uso de equipamentos IoT cresce em Portugal, mas ainda há problemas

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Tempo de leitura: 2 min.

A utilização de equipamentos ligados à Internet das Coisas (IoT) continua a ganhar terreno em Portugal. Os referentes a 2024 partilhados pela ANACOM revelam um aumento na adoção destes dispositivos.

Em 2024, 41,6% das pessoas que usam Internet já possuíam algum equipamento IoT de uso pessoal. Falamos de produtos como smartwatches ou pulseiras de fitness. Estes tiveram um crescimento de 3,2 pontos percentuais face a 2022.

Quando falamos de equipamentos domésticos conectados, como eletrodomésticos inteligentes ou assistentes virtuais, a percentagem de utilizadores de Internet que os possuía subiu para 27,1%. É um aumento de 4,7 pontos percentuais face a 2022.

Portugal acima da média da UE no uso de dispositivo IoT para uso pessoal

Quando olhamos para o panorama europeu, Portugal apresenta dados díspares. Estamos acima da média da União Europeia na utilização de dispositivos IoT para uso pessoal. Contudo, ficamos abaixo dessa média no que diz respeito à adoção de equipamentos IoT para o lar.

Se considerarmos a população total do país (e não apenas quem usa Internet), os números de 2024 mostram que 36,9% dos portugueses tinham dispositivos IoT pessoais. E 24% já possuíam equipamentos domésticos ligados à rede.

Que equipamentos são mais populares?

Mas que equipamentos são estes? No universo pessoal, os wearables (relógios inteligentes, pulseiras de fitness, óculos ou auscultadores conectados, localizadores GPS, etc.) são claramente os mais populares. São usados por 34,8% dos internautas e foi dado um salto significativo de 11 pontos percentuais face a 2020.

A lista segue com os automóveis que já vêm de fábrica com ligação à Internet (12,7%) e os equipamentos focados em cuidados de saúde conectados (9,9%). Dentro de casa, os equipamentos mais utilizados são os eletrodomésticos inteligentes (12,8% dos utilizadores de Internet).

São seguidos pelos assistentes virtuais como altifalantes inteligentes (10,8%), sistemas para gerir o consumo de energia (10,6%) e soluções de segurança conectadas (9,6%).

Pessoas com menos de 45 anos são quem mais usa estes equipamentos

Os dados mostram também um perfil de utilizador mais propenso a adotar estas tecnologias. São indivíduos com níveis de escolaridade mais elevados e com idade inferior a 45 anos que tendem a usar mais equipamentos IoT, tanto pessoais como domésticos.

No entanto, cerca de 19,7% dos utilizadores destes equipamentos conectados reportaram ter encontrado algum tipo de problema. As dificuldades mais mencionadas foram a complexidade na utilização dos próprios aparelhos (12,2%), segurança informática ou privacidade (7,9%).

Para os que optam por não utilizar equipamentos IoT, as razões principais são a perceção de que não necessitam deles (69,1%). Mas também se destaca o custo considerado elevado (38,9%) e, mais uma vez, as preocupações com a segurança informática (29,4%). Estas aparecem tanto como problema para quem usa, como barreira para quem não usa.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está na 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 100 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como a Mobile World Congress e IFA.