Ecrã flexível da Samsung

A chegada dos smartphones flexíveis é algo que já abordamos há bastante tempo. Há muito que todos esperamos este novo tipo de smartphones mas, por enquanto, ainda não temos nada palpável e com boas perspectivas de chegar ao mercado.

Tivemos já empresas como a Lenovo a apresentar protótipos de equipamentos do género. A Samsung também é uma das marcas que, alegadamente, se prepara para entrar neste mercado, com a apresentação do seu primeiro smartphone dobrável, o Galaxy X. Mas a verdade é que o consumidor final ainda não tem nada do género à sua disposição.

Vê também: Xiaomi Mi 6 vê as suas especificações reveladas em teste de GFXBench

   

Mas este facto pode ser facilmente explicado pela escassez de componentes para este tipo de smartphones. São já várias as patentes existentes que retratam equipamentos com ecrãs que se conseguem dobrar totalmente. Marcas como a Samsung ou a LG já deram provas de que podem colocar no mercado ecrãs deste género, mas faltam outros componentes internos com as mesmas características: processadores, memórias, dissipadores, motherboards, etc.

Smartphones flexíveis: um passo mais próximos da realidade

Recentemente foi dado mais um passo para que o sonho do lançamento de um smartphone dobrável possa concretizar-se. A Universidade de Exeter, em Inglaterra, apresentou ao mundo um novo tipo de memórias flexíveis que podem ser implementadas em smartphones.

Este novo tipo de memórias está a ser desenvolvido com base num material conhecido como óxido-silício de grafeno híbrido. Com este material, os investigadores responsáveis pela pesquisa afirmam que este tipo de memórias consegue ser mais barato e mais adaptável que os tipos de memórias flash que são utilizados atualmente.

Memórias com tempos de leitura e escrita abaixo dos 5 nano-segundos

Segundo o professor David Wright, o principal responsável por esta pesquisa, este novo tipo de memórias flexíveis mede qualquer coisa como 50 nanómetros de comprimento e tem apenas 8 nanómetros de espessura. Quanto aos seus tempos de escrita e leitura de dados, estes conseguem fixar-se abaixo dos cinco nano-segundos, o que é algo incrível.

Embora sendo este um passo claro no sentido da evolução tecnológica, vale referir que estamos ainda num estado de apresentação de uma pesquisa. Quer isto dizer que o desenvolvimento deste novo tipo de memórias poderá demorar ainda alguns anos até atingir um ponto de produção capaz de satisfazer as necessidades de um mercado tão exigente como é o dos smartphones.

Outros assuntos relevantes:

Samsung já está a desenvolver o Galaxy S9 além do Note 8

iPhone 8 trará Smart Connector para funcionalidades de Realidade Virtual

Pokémon Go conta com 65 milhões de utilizadores activos!