
O mercado de smartphones vive de expectativas e, em 2025, o Nothing Phone (3) foi um dos que ficou mais aquém, em termos de vendas. O que poderia ser um virar de página e "consagração" da Nothing no setor acabou por ser uma deceção para a marca.
Tanto assim é que a empresa já confirmou, nas últimas semanas, que o Nothing Phone (4) não verá a luz do dia em 2026. Depois das vendas da geração anterior, a marca de Carl Pei optou por apostar nos telemóveis gama-média e deixar o seu topo de gama de lado.
O que poderá explicar este insucesso de vendas?
A primeira grande desilusão reside no fator estético, sem dúvida. A Nothing, que construiu parte da sua identidade com base no design transparente e na interface Glyph, parece ter batido numa espécie de parede criativa.
Ao abandonar o Glyph, esperava-se que o design do novo Phone (3) marcasse por outra qualquer diferença. Não foi isso que aconteceu, falhando em trazer aquela sensação de novidade que outrora justificava o entusiasmo do público.
No campo técnico, dá a sensação que o Phone (3) ficou preso a especificações de gama média-alta que já não impressionam, especialmente olhando para o preço deste modelo da Nothing.
Na hora de comprar, a relação qualidade/preço, mesmo em modelos mais caros, tende a ser um dos aspetos mais valorizados. Não quero dizer com isto que o Nothing Phone (3) não é um ótimo smartphone, não é nada disso. No entanto, na hora de decidir, entende-se o porquê de não ter tido o sucesso que Pei e a sua equipa estavam à espera.
