
Um telemóvel de 2019 que ainda acompanha o meu dia
Quando tirei o Galaxy A30s da gaveta, pensei que seria apenas uma solução temporária até o meu iPhone regressar. Afinal, trata-se de um smartphone lançado em 2019 e, olhando para a ficha técnica, seria normal esperar uma experiência bastante limitada.
Mas, passados alguns dias, continuo a utilizá-lo e a verdade é que me tem surpreendido.
Todos os dias uso aplicações como Instagram, TikTok, YouTube, WhatsApp, Gmail e Chrome. Também recorro frequentemente a ferramentas de inteligência artificial para trabalhar e fazer pesquisas. Embora existam momentos em que o telemóvel revela a idade que tem, consigo fazer praticamente tudo aquilo de que preciso.
O que mais me chamou a atenção foi a autonomia. Mesmo com uma utilização relativamente intensa, a bateria consegue durar perto de dois dias. É algo que já não me acontecia há muito tempo.
Obviamente que o Galaxy A30s não é melhor do que o meu iPhone. O desempenho é inferior, as câmaras estão noutro nível e nota-se que pertence a uma geração completamente diferente. Ainda assim, para as tarefas do dia a dia, continua a cumprir bem o seu papel.
Será que mudamos de smartphone demasiado cedo?
Esta experiência fez-me pensar numa questão que talvez muitos utilizadores nunca coloquem.
Hoje em dia, cada novo lançamento promete mais desempenho, melhores câmaras e novas funcionalidades de inteligência artificial. É uma evolução importante e que beneficia quem realmente tira partido dessas novidades.
Mas também é verdade que muitas pessoas utilizam o smartphone quase sempre para as mesmas tarefas: redes sociais, mensagens, vídeos, navegação na Internet e fotografia ocasional.
Se um equipamento com vários anos continua a responder a essas necessidades, será que faz sentido substituí-lo apenas porque apareceu um modelo novo?
Ainda estou a usar o Galaxy A30s e continuo à espera que o meu iPhone regresse. Quando isso acontecer, vou voltar ao meu smartphone principal sem pensar duas vezes.
No entanto, esta experiência deixou-me uma conclusão inesperada. Talvez, antes de gastarmos centenas de euros num novo telemóvel, valha a pena perguntar se o que temos realmente deixou de responder às nossas necessidades ou se somos nós que, muitas vezes, sentimos necessidade de acompanhar o ritmo dos novos lançamentos.
