Ainda antes de estrear, "Carrie" mereceu elogios públicos de Stephen King, o autor da obra que serviu de base a esta adaptação para o pequeno ecrã.
A minissérie de Mike Flanagan, que criou também ma das melhores minisséries da Netflix -"A Maldição da Residência Hill" - estreou nesta quarta-feira, 7 de outubro, na Prime Video.
"A versão de CARRIE de Mike Flanagan é brilhante. O que tem a dizer sobre as redes sociais é chocante e verdadeiro", escreveu o mestre do terror no Threads.
Sem grande surpresa, assim que estreou, a minissérie de oito episódios subiu rapidamente ao primeiro lugar das mais vistas tanto em Portugal como a nível global, mostram os dados do FlixPatrol.
O enredo
Carrie White é uma adolescente que passou quase toda a vida isolada, criada pela mãe, Margaret, uma mulher extremamente religiosa, controladora e superprotetora.
Quando o pai morre de repente, Carrie é obrigada a entrar pela primeira vez numa escola secundária pública. Descobre aí amizades, relações e pressão social, e sobretudo bullying.
A crueldade dos colegas ganha uma dimensão maior, porque a humilhação de Carrie se torna um escândalo nas redes sociais, visto e comentado por toda a comunidade.
Ao mesmo tempo, Carrie percebe que tem poderes telecinéticos, cada vez mais difíceis de controlar.
Summer H. Howell é Carrie e Samantha Sloyan é Margaret. Matthew Lillard faz do diretor Grayle, Amber Midthunder é a professora de ginástica e Heather Graham também integra o elenco, com vários nomes habituais dos projetos de Flanagan.
A história já tinha chegado ao cinema, com o clássico de 1976, realizado por Brian De Palma, e com o remake de 2013, protagonizado por Chloë Grace Moretz.
O que diz a crítica?
Em poucas horas conquistou o selo de Fresh no Rotten Tomatoes seguindo com uma avaliação de 84% entre os críticos especializados.
"Mike Flanagan amplia com acerto este mito adolescente, acrescentando-lhe compaixão e criatividade, conferindo um toque moderno a uma obra intemporal e dando a todos os intérpretes envolvidos a oportunidade de brilhar, ao mesmo tempo que testemunham a ascensão de uma Carrie fascinantemente nova", lê-se como opinião unânime.
"É um grande mérito do Sr. Flanagan ter transformado a imagem de um adolescente com um telemóvel aceso na mão num símbolo de idiotice. Ele também transformou um clássico moderno em algo vital e urgente, com, mais uma vez, uma interpretação maravilhosa da Sra. Howell", regista o Wall Street Journal.
"Não tem a força bruta do filme, mas tem inteligência, perspicácia e algo a dizer sobre o potencial insondável para o bem e para o mal que habita no coração dos adolescentes — e sobre como é impossível ensinar-lhes qual o caminho a seguir", acrescenta o The Guardian.