A Netflix tem uma nova minissérie que tem tudo para fazer história. "East of Eden" ("A Leste do Paraíso"), com Florence Pugh, estreou há 48 horas e já é mesmo a mais vista da plataforma em Portugal, tendo destronado "Monster: The Lizzie Borden Story".
Qual o enredo?
A série adapta o romance de John Steinbeck, publicado em 1952. Passa-se no Vale de Salinas, na Califórnia, e acompanha duas famílias, os Trask e os Hamilton, destinadas a repetir a história bíblica de Caim e Abel.
Nos inícios do século XX, uma mulher independente abre uma rutura entre dois irmãos e põe em marcha uma saga que atravessa duas gerações. Florence Pugh é Cathy Ames, personagem que a criadora, Zoe Kazan, quis contar por inteiro, sem a reduzir a vilã.
O elenco
Pugh lidera, e também é produtora executiva. Christopher Abbott é Adam Trask e Mike Faist é Charles Trask. Hoon Lee interpreta Lee, e Ciarán Hinds é Samuel Hamilton.
No elenco estão ainda Martha Plimpton como Faye, Tracy Letts como Cyrus Trask, Joseph Zada como Cal Trask e Joe Anders como Aron Trask. Os sete episódios estão disponíveis desde o dia da estreia. Garth Davis realizou os quatro primeiros e Laure de Clermont-Tonnerre os últimos três.
A crítica
No Rotten Tomatoes, a série tem 86% de avaliação dos críticos, que lhe valeu o estatuto de Fresh em menos de dois dias.
"Zoe Kazan imbui a sua adaptação deste clássico com deliciosos dilemas morais e paisagens sumptuosas, mas é o aprofundamento das personagens por parte de Pugh e Lee que confere justiça e dignidade a esta nova versão", escreve a crítica de forma unânime.
"Como saga familiar de alta qualidade, é, portanto, um entretenimento brilhante e cativante. Como crítica mordaz à natureza humana, como análise de quão indefesos estamos perante as nossas tendências inatas, talvez não consiga evitar que lhe falte o peso necessário", apontou o The Guardian.
"Quando se atribui um trauma formativo a uma personagem que era suposto ter nascido má, parece simplesmente que a Sra. Kazan ficou sem ousadia. Se não mesmo sem visão cinematográfica", acrescentou o The Wall Street Journal.