
Consoante os países, há conteúdos online que são proibidos aos seus cidadãos. No entanto, os Estados Unidos (EUA) estão a criar um projeto que pretende liberalizar esse conteúdo proibido aos europeus e não só.
O projeto está a ser levado a cabo pelo Departamento de Estado e chama-se “freedom.gov”. Aqui, é possível aceder a conteúdo online proibido no país de origem, conforme avança a Reuters.
“A liberdade está a chegar”
Embora o arranque estivesse previsto para janeiro de 2026, o portal ainda não está operacional. Neste momento, apenas conseguimos ver a frase “a liberdade está a chegar”, no portal em questão.
No mesmo, pode ler-se ainda: “informação é poder. Reivindique o seu direito humano à liberdade de expressão. Prepare-se.”
O que esteve em causa…
A mesma fonte de informação aponta que se chegou a equacionar a possibilidade de criar uma VPN no site, que desse a entender que o tráfego dos visitantes era única e exclusivamente dos EUA.
É importante salientar que, por norma, a União Europeia (UE) não impede de aceder à esmagadora maioria dos conteúdos. Essencialmente, os conteúdos proibidos têm a ver com discurso de ódio, propaganda terrorista, entre outras ilegalidades.
Quem se chegou a pronunciar sobre o assunto foi a diretora executiva do Conselho de Governo da Desinformação do Departamento de Segurança Interna. Isto, antes de o portal ter sido criado.
Nas palavras de Nina Jankowicz: “se o governo Trump alega que vai contornar as proibições de conteúdo, o que eles estarão a ajudar os utilizadores a aceder na Europa é essencialmente discurso de ódio, pornografia e material de abuso sexual infantil”.
Sobre o portal, o Departamento de Estado dos EUA apenas referiu: "a liberdade digital é uma prioridade para o Departamento de Estado, e isso inclui a proliferação de tecnologias de privacidade e de burla à censura, como as VPNs".
