
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED LTPO, 1-120 Hz, 2600 nits |
| Processador | Snapdragon 8 Gen 5 |
| Armazenamento e RAM | 256GB/12GB, 512GB/12GB e 1TB/16GB |
| Câmaras | 200MP (principal), telefoto 5x 50MP, telefoto 3x 10MP e ultrawide 50MP |
| Energia | Bateria de 5000 mAh, carregamento de 60W e sem fios de 25W |
Durante os últimos anos, a Samsung reinou praticamente sozinha neste segmento ultra premium no nosso país, tendo apenas os antecessores do iPhone 17 Pro Max como verdadeiros rivais à altura. O cenário mudou. Ao olhar para o mercado atual, o Galaxy S26 Ultra depara-se com uma concorrência muito mais expressiva.
Com a inegável qualidade fotográfica do Xiaomi 17 Ultra ou do OPPO Find X9 Pro (e o Ultra a chegar a Portugal em breve) este smartphone tem de suar para justificar a sua posição. Testámos a variante na cor azul, mas podes encontrá-lo também em preto, branco e violeta, com atrativas campanhas de retoma disponíveis na loja oficial que suavizam o impacto dos 1499,99 euros da versão base.

Design e construção
À primeira vista, o formato deste telemóvel não apresenta uma revolução face à geração anterior. Contudo, as alterações existem e fazem-se sentir. O módulo das câmaras na traseira está consideravelmente mais elevado. Isto faz com que seja um verdadeiro desafio usá-lo pousado numa secretária, dado que o equipamento está constantemente a abanar ao mínimo toque.
Uma capa de proteção será a tua melhor amiga para corrigir este desnível. A espessura do corpo desceu dos anteriores 8,2 para 7,9 milímetros e a diferença nota-se na mão. Continua a ser um equipamento massivo e pouco indicado para quem tem mãos pequenas, a exigir o uso de ambas as mãos para a maioria das tarefas. A ergonomia, no entanto, saiu a ganhar com a adoção de cantos ligeiramente mais arredondados.

Na secção frontal encontramos o vidro Gorilla Armor 2 com o já conhecido acabamento antirreflexo, enquanto a traseira está coberta por Gorilla Glass Victus 2. Curiosamente, a marca seguiu a tendência da rival de Cupertino e abandonou a moldura em titânio para regressar ao alumínio.
No que toca à resistência aos elementos, mantém a certificação IP68 que permite a submersão por 30 minutos até 1,5 metros de profundidade. É um nível perfeitamente adequado, embora já fique um passo atrás do IP69 prometido pelo rival da Xiaomi ou OPPO.

O sensor de impressões digitais embutido no ecrã mantém a sua habitual precisão. A S Pen continua a fazer parte do pacote e está arrumada na base do terminal, mas mantém a ausência de conetividade Bluetooth que já tínhamos visto na geração passada. Na prática, continua a ser útil para notas ou desenhos, mas já não a podes usar como um botão remoto para tirar fotografias à distância.
Ecrã e áudio
Existem no mercado painéis com especificações mais apelativas no papel e picos de luminosidade superiores. Contudo, não é nos números puros que este ecrã ganha, embora os seus 2600 nits de brilho máximo sejam mais do que suficientes para consultares informação sob exposição solar direta.
O grande diferencial deste ecrã reside em dois fatores essenciais. O primeiro é a camada antirreflexo, uma herança das gerações anteriores que torna a leitura no exterior num autêntico prazer. O segundo é a estreia do ecrã de privacidade. Esta funcionalidade permite-te simular por software o que até agora só conseguias através de películas de vidro temperado específicas para esconder a tua informação sensível de olhares alheios.
Podes configurar o sistema para atuar apenas na zona das notificações, ativar-se quando introduzes uma palavra-passe ou quando abres aplicações financeiras. Existe um modo extremo que escurece a totalidade do painel, mas deixou-me com uma sensação agridoce por deixar a imagem com um tom acinzentado e descer o brilho geral consideravelmente. A versão normal cumpre a sua missão de forma irrepreensível, tornando-se numa ferramenta útil quando viajas nos transportes públicos.
Para o consumo multimédia e gaming, este painel da Samsung continua a dar cartas como um dos melhores da indústria. No departamento sonoro, se a qualidade pura de áudio é o teu fator decisivo, equipamentos como o Xiaomi 17 Ultra ou o POCO F8 Ultra levam alguma vantagem.
O áudio do Galaxy S26 Ultra não atinge esse patamar sonoro e não registei diferenças notórias face ao ano passado. Ainda assim, é bastante competente, com uma boa clareza quer estejas a ouvir a música "Ser Humano" dos Unsafe Space Garden no Spotify ou a assistir ao novo episódio da série The Pitt na HBO Max.

Bateria e carregamento
O interior deste terminal abriga exatamente a mesma capacidade de bateria de 5000 mAh que já conhecíamos de há várias gerações. Ainda não é desta que Samsung aposta em silício-carbono. No entanto, durante uma semana e meia de uso intensivo, ficou provado que esta célula extrai mais tempo de ecrã do que no passado.
A equipa de engenharia parece ter feito aqui um bom trabalho na otimização e gestão de energia diária. Nos meus dias de utilização normal, alcancei sempre o final do dia com alguma margem confortável. Não esperes milagres para chegar com bateria de sobra em dias de uso muito intensos ou bateria para mais de um dia de uso intenso. Mas para o uso normal, serve.
As velocidades de carregamento por cabo também subiram, passando dos 45W para uns mais céleres 60W. Este aumento permite-te repor mais de 80 por cento da carga em apenas 30 minutos, conseguindo um abastecimento completo perto dos 50 minutos. Longe de ser o mais rápido do mercado, passa finalmente a ser um valor mais aceitável. O carregamento sem fios fica-se pelos 25W, notando-se a falta do padrão Qi2 com alinhamento magnético para os acessórios modernos.
Câmaras
A lente principal de 200 MP mantém-se no posto com o sensor HP2, o mesmo que marca presença na linha desde o Galaxy S23 Ultra. A evolução fotográfica foca-se na maior abertura da lente para f/1.4, permitindo uma entrada de luz superior em ambientes pouco iluminados.







Esta melhoria nas lentes aplica-se igualmente à teleobjetiva de 50 MP, que sobe para uma abertura f/2.9 mas mantém um zoom ótico de 5x, esticando até aos 100x na aproximação digital. Do outro lado, temos a segunda telefoto com zoom ótico de 3x suportada por um sensor de 10 MP.



De realçar que a marca recicla este sensor desde os tempos do S22 e não podemos deixar de levantar dúvidas sobre a sua presença num topo de gama em pleno 2026. A câmara ultra angular de 50 MP e o sensor frontal de 12 MP para as selfies completam a configuração sem surpresas de maior.
O balanço no terreno é muito positivo. O equipamento capta fotografias de grande qualidade em qualquer condição de luz. São resultados excelentes para uso coloquial ou para trabalhos profissionais, tendo eu próprio utilizado este telemóvel para fotografar todo o ensaio do Honda e:Ny1.
A verdade é que, colocando-o ao lado do seu antecessor, dificilmente vais notar diferenças. No detalhe, sobretudo nas distâncias mais longas e retratos, a marca já se encontra um passo atrás da concorrência liderada por equipamentos como o OPPO Find X9 Pro ou o Xiaomi 17 Ultra. Acima das 10x de zoom digital, convém ponderares bem se a imagem resultante tem a qualidade desejada para mais que curiosidade.





Para a vertente de vídeo não há nada radical, mas os criadores vão aplaudir a introdução de controlos profissionais avançados e o novo bloqueio do horizonte. Esta função estabiliza o vídeo de tal forma que o equipamento parece atuar como uma autêntica câmara de ação. É tecnicamente impressionante como podes ver no exemplo abaixo, restando avaliar se será útil no teu uso diário.
Um bom exemplo da qualidade de vídeo do S26 Ultra são as filmagens do Rally Raid Portugal que fiz sempre com bloqueio de horizonte ativado.
Desempenho e software
A experiência de utilização neste campo é imaculada. Alimentado pelo processador Snapdragon 8 Gen 5 da Qualcomm, ficas com um telemóvel capaz de correr todas as aplicações da Google Play Store. Nos meus testes prolongados, quer a jogar o exigente Genshin Impact ou nas sessões de Pokémon GO, não registei qualquer sinal de sobreaquecimento além do esperado.

Este é sem dúvida o processador mais capaz da atualidade no universo Android e está muito bem otimizado para as exigências deste smartphone, facto corroborado pelos números registados no Geekbench 6.
Pontuação do Samsung Galaxy S26 Ultra no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 3626 pontos; Multi-core: 10703 pontos
- GPU: 25385 pontos
A comandar as operações temos a interface OneUI 8.5, baseada no Android 16. A longevidade do teu investimento fica garantida com a promessa de receberes sete anos completos de atualizações de segurança e sistema. Caso sejas um adepto da inteligência artificial, este é dos terminais mais bem apetrechados da indústria para impulsionar a tua produtividade, com várias ferramentas de peso:
- Edição generativa avançada para transformar e corrigir fotografias;
- Resumo instantâneo de longas páginas de internet e blocos de texto;
- Sugestões contextuais inteligentes para a escrita de emails;
- Now Brief e Now Nudge como ferramentas que condensam informação.

O assistente proativo Now Brief volta a marcar presença, mas considero-o bastante "esquecível" e de utilidade residual. A premissa de organizar o dia de forma automática é excelente, mas a execução prática e as sugestões apresentadas ainda falham o alvo com frequência.
De realçar a presença da DeX, uma função mais que conhecida, mas que acrescenta valor a um equipamento destes. Podes ligar o teu Galaxy S26 Ultra a um monitor e, com um rato e teclado, usá-lo como se de um computador se tratasse para tarefas básicas.
Para quem é o Samsung Galaxy S26 Ultra
- Utilizadores que precisam de um ecrã com poucos reflexos na rua e que dão muito valor à nova função de bloqueio visual contra olhares alheios;
- Jogadores e trabalhadores intensivos que exigem a potência do novo Snapdragon 8 Gen 5 sem receio de aquecimentos;
- Fãs que adoram a conveniência de ter uma caneta integrada no chassi para rabiscar notas durante reuniões e a Samsung DeX para ligar a um monitor;
- Utilizadores que investem num telemóvel para durar muito tempo graças aos sete anos de suporte oficial.
Para quem não é o Samsung Galaxy S26 Ultra
- Pessoas com mãos mais pequenas que privilegiam smartphones compactos e práticos de operar só com uma mão;
- Adeptos da fotografia de longo alcance e de retrato que não prescindem do detalhe extremo fornecido por algumas opções da concorrência chinesa;
- Utilizadores para quem a autonomia de bateria é prioridade num topo de gama.

Conclusão
O modelo mais avançado da gigante tecnológica sul-coreana continua a entregar uma experiência de topo que refina uma fórmula de sucesso. O desempenho do processador não deixa ninguém para trás e a integração do novo sistema de privacidade no ecrã é um trunfo digno de registo.
As campanhas de retoma disponíveis na loja da marca ajudam a aliviar a pesada fatura inicial, mas a estagnação sentida nas capacidades de longo alcance das câmaras e a remoção das funcionalidades Bluetooth da S Pen deixam espaço para melhorias.
Com a concorrência chinesa a mostrar hardware fotográfico de bateria cada vez mais audaz, a opção por este terminal recai fortemente na tua vontade de ter um equipamento bastante completo e fiável, focado na inteligência artificial e feito para resistir ao teste do tempo. Com tudo somado, é um dos melhores telemóveis a comprar em 2026.
