Samsung não está preocupada com a concorrência oriunda da China

Rui Bacelar
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A concorrência das fabricantes chinesas de processadores não está a preocupar a gigante tecnológica sul-coreana.

Apesar de já sentirem bastante a pressão das fabricantes chinesas no mercado dos smartphones e dispositivos móveis, a Samsung não está muito preocupada com a concorrência da China no que à construção de processadores, memórias e semi-condutores diz respeito.

Usufruindo de uma posição de liderança, tanto no mercado dos smartphones e dispositivos móveis como dos componentes, a marca está confiante. Contudo, as fabricantes chinesas começam a ver que podem muito chegar onde está a Samsung. A Xiaomi assim o provou no mercado indiano. A Huawei assim o fez no mercado chinês, dois dos maiores mercados mundiais de smartphones.

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Note-se ainda que só a China é responsável pela aquisição de um quinto (1/5) de toda a produção mundial de semi-condutores e memórias. O uso doméstico destes componentes é cada vez maior e as fabricante chinesas poderiam muito bem reduzir os custos de importação dos componentes.

Mais ainda, a posição da Samsung na China nunca esteve tão frágil como neste momento em que a sua quota de mercado está abaixo dos 2%. Isto, no mercado de dispositivos móveis (smartphones, tablets, etc). Mais do que nunca, as fabricantes chinesas estão tentadas e usufruem de mais incentivos governamentais para começar também a produzir componentes, chips e memórias.

Samsung atenta às investidas da concorrência

Sendo um dos negócios e ramos de operações mais lucrativos, a Samsung não se pode dar ao luxo de simplesmente ignorar a concorrência. Aliás, a Samsung está perfeitamente ciente dos esforços da concorrência. Ora, com os seus cofres bem cheios, as fabricantes que não consegue comprar, vão suprimir de outra forma. Neste momento, tal como avança a publicação Sammobile, a Samsung não se sente minimamente ameaçada ou pressionada pelas fabricantes chinesas neste ramo de negócios.

A Samsung permanecerá atenta à China, assegurando a sua dominância

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A produção de processadores, componentes, chips e memórias é extremamente lucrativa.

Kim Ki-nam, o diretor do departamento de semi-condutores da Samsung desvalorizou a ameaça chinesa neste segmento de mercado. "As barreiras tecnológicas na produção de chips e componentes é maior do que em outros ramos e indústrias". As suas afirmações ilustram o elevado nível de know-how e perícia tecnológica necessária para singrar neste ramo do mercado.

As suas declarações vieram reforçar a confiança dos acionistas durante a sua reunião geral anual. Ki-nam acrescentaria ainda que é preciso muito mais do que um simples investimento para singrar neste ramo. As dificuldades na produção dos semicondutores demoram anos a ser transpostas e um investimento contínuo de fundos e na investigação.

Neste momento a produção de memórias, chips e semi-condutores é uma das maiores fontes de rendimento da Samsung. Gerando mais de 100 mil milhões (biliões no Brasil) de dólares, é normal que os investidores queiram ver a marca a garantir a sua supremacia. Note-se que 75% de todas receitas da Samsung Electronics tiveram origem neste departamento de chips e semicondutores.

Entretanto a Samsung permanecerá atenta aos desenvolvimentos e avanços dos concorrentes da China. Além disso continuarão a avançar e investir nas suas linhas de produção de processadores e memórias. Para 2018 com os módulos de RAM a 10nm a serem um dos principais objectivos. Produtos que poderão ser utilizados tanto na indústria automóvel como nos dispositivos móveis preparados para o padrão 5G.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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