Passado e Futuro – Como será o ano de 2018 para a Nokia?

Pedro Henrique
Nokia Google Android
Nokia 5, o smartphone de gama média/baica com Android da Google

Finalmente chegou. Chegou aquela altura do ano em que num conjunto de artigos falarei da Nokia, Google, Apple e muitas outras marcas que todos os anos presenteiam o mercado com os seus fantásticos smartphones. Android, iOS...agora sem Windows Mobile. Vamos a isso!

Bem, sim e não. A Nokia não esteve muito presente no mercado em 2016 e, anteriormente, o que lançava era smartphones com um sistema operativo que já não existe sequer. Por isso, 2017 foi um ano muito importante para esta empresa finlandesa, mas mais ainda será 2018.

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Isto porque, se em 2017 ainda foi possível desculpar a companhia aqui e ali, em 2018 isso não acontecerá. Por outro lado, 2018 não reserva tantas surpresas como o ano que agora termina, na medida em que já é conhecida a estratégia da outrora gigante do mercado dos telemóveis.

E o que correu bem afinal? Ou o que se pode destacar como algo positivo? Bem, em primeiro lugar, os equipamentos da mesma são, em todos os aspetos, bastante bons. O seu preço não é, de todo, bastante elevado e a ideologia passa por oferecer mais pelo mesmo valor, ou seja, aquele que é cobrado por quem oferece menos.

Do mesmo modo, destaca-se ainda o facto de incutir uma versão quase pura de Android nos seus dispositivos. Algo que é para muitos algo bastante benéfico num smartphone. Afinal, embora a Motorola também o faça, e bem, é a Nokia que acaba por instalar-se no mercado europeu de forma séria. Com o software que a Google concebeu (quase) tal e qual como deveria ser sempre.

Nokia com Android (quase) puro da Google é outra coisa...

E quanto a modelos? Esta é a mais engraçada das verdades. O quê? Uma Nokia que, embora não ligada à Microsoft, acaba por ter uma ideologia semelhante e bastante simples de assimilar para quem já tinha um Lumia.

Ou seja, números, sem recursos a letras ou outros adereços, nomeadamente nomes esquisitos. E melhor ainda, números pequenos. Do 2 ao 9 – que será supostamente lançado já no início do próximo ano –, sem o 4 pelo meio, quanto mais elevado for o mesmo melhor o equipamento, à partida.

Em 2018, de acordo com os rumores, os equipamentos já lançados serão substituídos, subtilmente, pelas suas versões do ano respetivo, sem mais números adicionados ao seu nome, pelo que não haverá um modelo 81, mas sim 8 (2018). Ótimo, parece menos confuso.

Atualizações do Android valem elogios à Nokia

Consequentemente, no ano que se segue, o que a empresa deverá ter em consideração é o modo como se poderá reinventar.

Neste momento, parece que a sua grande valia é, como não poderia deixar de ser, a sua marca. O nome Nokia tem mais força que muitos outros e pesa demasiado na balança na hora em que for necessário tirar o dinheiro da carteira.

E como pode a Nokia reinventar-se? Ora, não através do preço, mas sim de outras particularidades, isto é, algo que só a empresa possua. Talvez uma parceria ainda mais aprofundada com a Zeiss faça diferença. Mas, seja como for, deveria ir ainda mais longe.

O sonho permite até, quem sabe, que em 2018 se veja um Nokia 10. Como seria, um terminal dedicado a um nicho de mercado. Com um preço bem elevado, como um Note 8 ou iPhone X, mas que aliaria o sistema operativo da Google com uma câmara traseira nunca antes vista. Tal como aconteceu com o 808 PureView e mais tarda com o Lumia 1020.

Um Nokia 10 com Android da Google é que era...

Sem dúvida que ainda há quem suspire por um 1020 com Android. E lá está, não tenho qualquer receio em dizer que, por estranho que pareça, seria um autêntico sucesso. Afinal, o Lumia também o foi e o Windows Phone nunca foi a primeira escolha de muitos utilizadores. No entanto, venceu pela irreverência e singularidade.

Assim, para terminar, em 2018 a Nokia só terá que repetir a receita do ano atual. Não alterar demasiado o Android da Google. Não esticar os preços, nem descurar nas especificações. Mas, acima de tudo, ter um ou mais smartphones que se distingam de qualquer outro. Sem que para isso seja necessário olhar-se para o seu logótipo. Simplesmente superar os demais...

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Pedro Henrique
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