Se acompanhas as novidades sobre o mundo dos smart glasses, sabes que a promessa dos óculos inteligentes arrasta-se há mais de uma década. Prometeram-nos realidade aumentada a sério, mas o mercado acabou por estabilizar num formato mais focado no que as pessoas realmente usam: câmara, auscultadores e assistente virtual numa armação.
É exatamente neste segmento que a Samsung se prepara para entrar. Segundo os mais recentes dados vindos da Coreia do Sul, avançados pelo site Chosun Biz e, mais tarde, pelo Phone Arena, a gigante tecnológica vai apresentar os seus smart glasses já em meados de dezembro, numa tentativa de fazer frente ao sucesso que a Meta conquistou com os Ray-Ban.
O lançamento inicial vai acontecer nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Para quem está deste lado do mundo, na Europa, a notícia é menos animadora: a chegada ao nosso mercado fica reservada apenas para 2027.
O que trazem na armação?
Em termos de hardware, a Samsung jogou pelo seguro para garantir um dispositivo leve. Os óculos vão ser alimentados pelo processador Snapdragon AR1 Gen 1 da Qualcomm, o chip desenhado à medida para este tipo de vestíveis com a plataforma Android XR.
Além do processador, contam com:
- Câmara de 12 MP para fotografias e vídeos rápidos.
- Microfones e colunas estéreo integrados na armação.
- Autonomia de cerca de 9 horas de utilização contínua.
- Design desenvolvido com a Gentle Monster e a Warby Parker, garantindo vários estilos e cores.
A gestão de todas as tarefas inteligentes fica a cargo do Google Gemini. Através de comandos de voz, podes fazer perguntas sobre o que estás a ver no momento, pedir traduções de texto e voz em tempo real ou seguir indicações de navegação sem teres de tirar o telemóvel do bolso.
Existe algum tipo de ecrã?
Estes óculos não têm qualquer tipo de ecrã ou projeção visual, para o desânimo de muitos.
Na prática, funcionam como um auricular Bluetooth agregado a uma câmara fotográfica (como a grande maioria), portanto não vais ver mapas sobrepostos nem notificações a flutuar no ar. No entanto, A Samsung já estará a trabalhar numa segunda versão com ecrã integrado, mas este primeiro modelo serve apenas para interação por voz e recolha de imagem.
Preço e análise: vale a pena todo o entusiasmo?
Os rumores apontam para um preço entre os 349 $ e os 499 $ (qualquer coisa como 320 € a 460 € numa conversão direta, sem contar com acertos de impostos).
Os Meta Ray-Ban de terceira geração custam cerca de 500 € e já provaram que o formato funciona bem para quem quer gravar conteúdos para as redes sociais ou ouvir música com os ouvidos livres.
A questão aqui é o valor real que a Samsung consegue entregar. Pagar perto de 500 € por um acessório que depende inteiramente da voz e do telemóvel parece um investimento difícil de justificar para o utilizador comum. É, sem dúvida, importante para a Samsung criar um ecossistema com a Google, mas está longe de ser a novidade revolucionária de realidade aumentada que muitos ainda esperam (atrevo-me a dizer que a Meta teve o melhor timing).
Comprarias os óculos inteligentes da Samsung em vez dos da Meta?