Tesla regista queda de 3,1% nas vendas em Portugal
A Tesla está a dar o tudo por tudo, inclusive a descontinuar modelos bem conhecidos da marca, mas ainda assim não está a conseguir singrar no mercado europeu e, mais especificamente, no nosso país.
A empresa de Elon Musk registou, em janeiro de 2026, uma queda de 3,1% em Portugal, face ao mesmo período do ano anterior. No primeiro mês do ano, a Tesla apenas conseguiu registar novas matrículas em 377 veículos da sua marca, avança a agência Reuters.
Mas não foi apenas em Portugal que a conhecida marca viu as suas vendas a descerem. Na Noruega, um dos países europeus com maior aceitação de carros elétricos, a Tesla registou uma queda de 88%, colocando na rua apenas 83 veículos, no primeiro mês do ano.
Em França a descida foi de 42%, na Bélgica de 31% e na Holanda uns expressivos 67%. Na prática, apenas 661 franceses, 693 belgas e 307 holandeses compraram novos carros à Tesla em janeiro de 2026.
Mas ainda há esperança
No entanto, existem alguns países na Europa que ainda podem dar alguma esperança à Tesla. Nomeadamente Espanha que, em janeiro de 2026, matriculou mais 456 novos veículos da marca, o que se traduz num aumento expressivo de 70%, face ao mesmo período do ano anterior.
Suécia, Dinamarca, e Itália também voltaram às boas graças com a Tesla, registando um aumento nas vendas de 26%, 3% e 75%, respetivamente. Dados oficiais que colocam frente a frente janeiro de 2025 com janeiro de 2026.
Este sobe e desce na Europa tem origem em vários fatores. Em primeiro lugar, a solidificação das marcas chinesas no mercado europeus de elétricos com preços mais competitivos e modelos avançados tecnologicamente.
Mas outras rivais como a Volkswagen têm também conseguido ultrapassar a Tesla. A marca alemã conseguiu arrecadar o título de marca mais vendida na Europa, em 2025. Foi também a que mais cresceu no mercado europeu face ao ano anterior, registando um aumento de 56%.
Os revesses com a sua tecnologia de condução autónoma e a carreira política de Elon Musk têm sido as razões apontadas pelos especialistas para as dificuldades que a marca enfrenta agora, no continente europeu.
