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Malware disfarçado de apps IPTV visa contas bancárias dos portugueses

O malware Massiv disfarça-se de aplicações de IPTV para tentar roubar informações sensíveis dos utilizadores. Vários países europeus estão a ser afetados, incluindo Portugal.

Malware IPTV
Imagem ilustrativa criada pela IA Sora

São cada vez mais as entidades que tentar dificultar a vida a quem usa IPTV pirata, contudo, esta continua a ser uma prática recorrente, incluindo em Portugal. Por isso, várias aplicações deste género estão a ser utilizadas como engodo para a dispersão de um novo malware para Android.

Quem o revela é uma investigação da ThreatFabric, que acaba de revelar a existência de um trojan bancário. Esta ameaça foi apelidada pelos autores da investigação como Massiv e o objetivo é recolher informações sensíveis dos utilizadores.

Durante a investigação, notou-se que o Massiv tem um grande expressão em alguns países do sul da Europa. Os principais afetados por esta ameaça são Espanha, França, Turquia e Portugal.

Massvi tenta roubar a tua Chave Móvel Digital para abrir contas bancárias

No caso de Portugal, este malware visa algumas aplicações e serviços oficiais do Estado para enganar as suas vítimas. Uma das visadas é a aplicação gov.pt, solicitando dados como o número de telefone e um PIN para contornar métodos de verificação feitos através da aplicação.

A Chave Móvel Digital é outro dos alvos dos autores deste esquema fraudulento. Também neste cenário o objetivo é recolher informações confidenciais dos cidadãos portugueses para, posteriormente, conseguir abrir contas bancárias em seu nome.

Chave Móvel Digital
Créditos: ThreatFabric

Essas contas são usadas para esquemas ilícitos como lavagem de dinheiro, pedido de empréstimos ou levantamento de fundos. Tudo acontece no nome de uma vítima insuspeita que acabará por, mais tarde, ter problemas com créditos por pagar ou outras dívidas contraídas em seu nome.

Para a angariação destas informações sensíveis, os responsáveis pelo Massiv usam métodos de sobreposição de ecrã ou registo de teclas. Mais elaborado ainda são as ferramentas de controlo remoto dos equipamentos, permitindo aos hackers fazer algumas destas operações à distância, sem que as vítimas saibam.

Como podes ser infetado pelo Massiv

A distribuição do malware Massiv é feito através de supostas aplicações de serviços IPTV. Como estas não são distribuídas na Play Store, os interessados têm de as descarregar de fontes alternativas, facilitando a propagação destas aplicações infetadas.

Na verdade, o Massiv surge mascarado de aplicações de IPTV. Ou seja, estas aplicações não fornecem esses serviços e quando as instalares no teu smartphone, elas infetam o teu equipamento com processos em segundo plano.

Com efeito, redobram-se os apelos para evitar descarregar este tipo de aplicações de fontes não verificadas. Como vês, esta é a principal porta de entrada para malware no teu smartphone e, neste caso, pode ser o início de muitas dores de cabeça e problemas legais.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
No 4gnews desde 2015, escreve e acompanha as últimas tendências, sobretudo smartphones, para que os leitores estejam sempre bem informados.