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Página Inicial da Windows Store

É, de todo, a mais questionável das matérias no que toca a um sistema operativo, principalmente no Windows 10 Mobile. Depois de Microsoft desistir de grande parte dos seus próprios designs (adotados no Windows Phone 7) e mover o novo sistema operativo para que se tornasse mais parecido com os rivais, o objetivo era, sem dúvida, que as aplicações chegassem à plataforma.

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Deste modo, os ecrãs (das aplicações) cujo nome da mesma era apresentado em grandes letras e a utilização de uma só mão era mais que suficiente, foram trocados pelo clássico mas menos amigável menu “hambúrguer” mas com uma particularidade negativa, o facto de não ser possível, na maioria das aplicações, deslizar a partir do lado esquerdo do ecrã para que o mesmo mostre aquilo que se pretende, como acontece no Android.

   

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Contudo, a questão é: será que isso serviu ou ajudará em alguma coisa? Talvez. A empresa de Redmond tem mostrado o porquê de ter adotado essa postura dado que estão já disponíveis imensos programas para que aplicações para iOS, PC ou páginas Web sejam transformados em aplicações universais, por exemplo. Com isto, o famoso app gap seria, finalmente, colmatado.

Porém, até agora, o que fica é aquilo que já se tinha. Olhando para as 25 aplicações – excetuando jogos – mais “famosos” para Android, mais de metade existem no Windows 10 Mobile. O grande problema é que grande parte, embora presente na plataforma, não tem a mesma qualidade por falta de dedicação dos desenvolvedores das mesmas. Ou seja, o problema não é a quantidade – no caso das aplicações mais sonantes – mas sim a qualidade, que é duvidosa em muitos casos. O mesmo não acontece nos jogos e, aqui, esta plataforma pouco tem para atrair jovens que pretendam um smartphone para se entreterem jogando pois, aqueles que existem nunca são o “último grito” e demoram muito até estarem disponíveis em relação a Android e iOS, pelo que, nesta matéria, não suscita, de todo, grande interesse por parte do público.

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Principais jogos

Todavia, e embora todo o design da loja tenha sido alterado (ficando parecido ao do Windows 10 para PC), onde a Windows Store peca em demasia, embora a culpa não seja inteiramente da empresa americana como é óbvio, é no facto de as aplicações destinadas a pequenos segmentos de mercado não marcarem presença. Isto é, as necessidades do dia-a-dia de um indivíduo, como saber quanto tempo falta para que possa apanhar um transporte público, fazer compras online (no seu supermercado de eleição) ou rever como se encontra a sua situação financeira através da aplicação do seu Banco, tornam-se tarefas exigentes e difíceis de concretizar.

É fácil de perceber que, se elas se tratam de aplicações para uma percentagem pequena de pessoas que, ainda por cima, no caso do Windows 10 Mobile, significa um conjunto ainda mais pequeno, as mesmas possam não parecer rentáveis para as empresas e, por essa razão, elas não as desenvolvem. Contudo, esse é o problema maior, e que todos o conhecem: o ciclo vicioso criado à volta do não desenvolvimento de aplicações, quer por não haver clientes suficientes, quer pelo facto de não haver mais pessoas a adquirem dispositivos com esse software porque não encontram as aplicações que quereriam ter.

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Principais Aplicações

Em suma, a Microsoft deve continuar o trabalho que tem desenvolvido até aqui mas querer fazer ainda melhor. Se assim o for, aquilo que tanto se pede – as aplicações – acabarão por chegar e a plataforma vai desenvolver-se. O único problema é ver que tanta energia está a ser gasta nessa matéria há tanto tempo – desde a criação do Windows Phone 7 em 2011 – e que, por causa disso, o sistema operativo em si evolui muito mais devagar pois, enquanto isso, não são desenvolvidos outras vertentes do sistema, como por exemplo a sua interação com smartwatches e gadgets variados que pouco ou nada existem. Agora é esperar e observar como evolui tudo isto nos próximos meses. Talvez o Windows 10 Mobile consiga alterar tudo que se assistiu até então.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.