
A Xiaomi vende smartphones de bastante qualidade e não é por acaso que faz parte do top-3 de marcas que mais vendem no mundo. No entanto, com base na minha experiência de utilização (já tive um Redmi 9C, agora tenho um Redmi Note 14), há uma ou outra coisa que não aprecio muito nos modelos desta marca que tanto sucesso faz em Portugal e no mundo.
Neste artigo, dou-te três coisas que não aprecio tanto.
1. Bloatware em excesso e publicidade
Se tens um telemóvel da Xiaomi, possivelmente já reparaste que és exposto a demasiado bloatware. Entenda-se por "bloatware" tudo o que são aplicações pré-instaladas sem o utilizador ter solicitado. Estas ocupam espaço na memória do dispositivo, energia da bateria e torna-se aborrecido ver tantas vezes pop-ups de coisas que não nos interessam.
No meu Xiaomi Redmi Note 14, isso continua a acontecer e às vezes é um pouco cansativo. Várias vezes recebo notificações de jogos que não instalei, achando que é alguma coisa importante. O excesso de publicidade também é frustrante, por vezes.
2. O sensor de proximidade
Este é um "calcanhar de Aquiles" que já acompanha a Xiaomi há algum tempo. Em muitos modelos, como é o caso do meu, a marca utiliza um sensor virtual (via software) em vez de um físico. O resultado? Estás a meio de uma chamada ou a ouvir um áudio de WhatsApp e o ecrã liga-se sozinho.
Vais a ver e ativaste o modo de avião com a bochecha ou paraste o áudio sem querer. É um detalhe que, no dia a dia, pode ser aborrecido, em certas ocasiões.
3. Gestão de apps em segundo plano
Por fim, também não sou fã da forma como o meu Redmi Note 14 faz gestão de apps em segundo plano. É claro que isso é feito para maximizar a autonomia, o que é um dos cartões de visita dos telemóveis da Xiaomi. Contudo, às vezes, dá a sensação que o HyperOS "congela" aplicações abertas há instantes demasiado depressa.
Lembro-me de uma vez em que tive de fazer um pagamento bancário, mas para isso precisava de um código. Fui buscar o código, voltei num espaço de segundos e a aplicação já tinha reiniciado. São pequenas coisas, claro, mas que geram sempre algum incómodo.
Conclusão
Tudo isto são aspetos em que a Xiaomi, na minha opinião, ainda tem a melhorar. No entanto, isso não apaga o facto de ser uma marca bastante completa, desde os modelos baratos, aos gama-média, até mesmo aos caros. Globalmente, tenho gostado do meu Xiaomi Redmi Note 14, mas lá está: há sempre por onde melhorar e, nessa caminhada, a Xiaomi não está sozinha.
