iPhone 8: Ecrãs OLED da Samsung vão custar uma fortuna à Apple

Eduardo Silva
Apple iPhone 8 Samsung OLED
Possível aspecto do Apple iPhone 8, com ecrã OLED - Crédito: iphone8look.com

No próximo dia 12 de setembro vamos todos ficar a conhecer o novo topo de gama da Apple, o iPhone 8. E se há algo que tem feito fervilhar a curiosidade dos fãs, é a possibilidade de a empresa norte-americana recorrer a um ecrã quase sem extremidades, utilizando tecnologia OLED que será garantida pela rival Samsung.

Aqui, entra um pequeno problema. A Apple é, atualmente, a terceira maior vendedora de smartphones do mundo, sendo isto, em parte, um bom sinal para a empresa. Mas esta virtude acaba por trazer algumas dificuldades da empresa em incutir as melhores e mais inovadoras tecnologias nos seus smartphones.

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O facto de ter a responsabilidade de produzir um mesmo modelo de excelência em massa acarreta custos elevadíssimos, acabando os fãs da Apple por se questionar muitas vezes sobre o porquê de o smartphone mais famoso do mundo estar algo atrasado em algumas funcionalidades e qualidades perante alguns rivais Android que já as utilizam há anos.

Um exemplo disso são os ecrãs OLED. A Samsung é conhecida pelos belos ecrãs Super AMOLED que introduz nos seus dispositivos móveis, sendo esta uma tecnologia que oferece mais qualidade e versatilidade que os painéis LCD utilizados ainda pela Apple.

Com o iPhone 8 a Apple pretende mudar isso. Querendo aderir à tendência de 2017 em estender ao máximo os ecrãs na parte frontal dos smartphones, aproveitando o espaço e conseguindo colocar um grande ecrã num terminal com um corpo mais compacto, a Apple recorrerá à tecnologia OLED para tal feito.

Mas, como acima foi dito, tal tecnologia mais eficaz e melhor na gestão de energia, acaba por ser custosa à empresa norte-americana. Especialmente quando a única fornecedora capaz de suster a procura de uma empresa como a Apple é a própria Samsung. E aqui entra um desafio para a Apple.

Cada ecrã OLED fornecido pela Samsung para o Apple iPhone 8 poderá custar entre 125 e 135 dólares

Se num iPhone 7 o ecrã custaría à empresa cerca de entre 45 e 55 dólares a fabricar, os custos para uma tela OLED mais do que duplicam.

Sendo a Samsung a única fornecedora capaz de corresponder às exigências da Apple, os preços por ecrã acabam por situar-se entre os elevados 125 e 135 dólares americanos.

Como é claro, esta acaba por ser uma forma de a Samsung explorar a sua maior rival no mercado mobile, querendo a mesma aproveitar todo o lucro que um smartphone como o iPhone 8 pode dar. E se considerarmos que a Apple vende cerca de 200 milhões de unidades por ano, acaba por estar aqui uma fonte enorme de lucro para a Samsung provinda de uma marca rival.

A única real alternativa para o fornecimento de ecrãs OLED seria a LG. Como vimos com o LG V30, a empresa é capaz de aproveitar esta tecnologia de excelência para os seus smartphones. Todavía, a mesma não consegue responder com a mesma qualidade perante os ecrãs da Samsung, muito menos tem meios para dar seguimento a uma linha de produção capaz de satisfazer as necessidades da gigante norte-americana.

Este será um dos motivos pelo qual a Apple marcará um preço exorbitante pelo seu novo smartphone premium. A discussão em torno desse tema tem sido imensa, podendo o mesmo ultrapassar os 1000 euros.

Fica, no entanto, demonstrado o poder da Samsung atualmente no mercado mobile. Para além de produzir os seus próprios processadores Exynos, tem também parcerias com a Qualcomm e com a Apple para o desenvolvimento dos seus respetivos chipsets, bem como agora terá um papel importante no ecrã que irá incorporar o novo iPhone 8.

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