iPhone 11 Pro emite o dobro da radiação considerada segura para o ser humano

Carlos Oliveira
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Um novo estudo levado a cabo pela RF Exposure Lab conclui que o iPhone 11 Pro está longe de ser benéfico para a nossa saúde. De acordo com os seus testes, este smartphone emite 3.8 watts de radiação de radiofrequência, mais do dobro do que é considerado legal.

Desde 2011 que a Organização Mundial de Saúde considera a radiação de radiofrequência como potenciador cancerígeno. A mesma entidade já desenvolveu vários estudos que o comprovam e que mostram que este tipo de radiação pode ainda causar dores de cabeça, défice de aprendizagem e memória, problemas auditivos e mais.

Perante este cenário, a entidade americana FCC estabeleceu um limite legal de 1.6 watts de radiação. Este deveria ser o máximo permitido para que um smartphone recebesse a devida aprovação legal.

iPhone 11 Pro

Processo de aprovação pouco rigoroso potencia estas discrepâncias

Visto estar legalmente estabelecido um limite de radiação de 1.6 watts, é legítimo interrogares-te como é possível que o iPhone 11 Pro tenha sido aprovado. A verdade é que não é a FCC quem realiza os testes finais aos níveis de radiação de radiofrequência emitidos.

Essas avaliações são feitas por laboratórios independentes. Caso estes laboratórios emitam um parecer favorável, a FCC limita-se a promulgar o equipamento em causa, sem nunca conferir a veracidade dos níveis apresentados.

Vários especialistas consideram que os limites impostos pela FCC podem estar ultrapassados. Os 1.6 watts de radiação de radiofrequência foram estabelecidos há mais de 20 anos.

A antiguidade da legislação em causa pode ser um problema, mas a forma como ela é aplicada é ainda mais preocupante. Estudos como o que a RF Exposure Lab nos apresenta demonstram que a avaliação final dos laboratórios independentes não é tão honesta quanto deveria ser. Afinal de contas, estamos a falar da saúde dos seres humanos.

Como tentar minimizar os efeitos causados pela radiação de radiofrequência

O método mais eficaz para ficar longe deste tipo de radiação seria deixar de usar, por completo, o smartphone. Como bem sabemos, isso não irá acontecer e existem algumas práticas que ajudarão a atenuar os seus malefícios.

Um dos mais recomendados é usar kits de mãos livres ou earphones Bluetooth para a realização de chamadas. Deste modo, terias o smartphone longe da tua cabeça.

Outra prática simples é não andar com o smartphone no bolso das calças ou camisa. Quando o sinal de rede for baixo, sempre que possível esperar por uma área com maior receção para que o smartphone não necessite de tanta energia.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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