nexus 6pDesde o fenómeno #bendgate do iPhone 6 a dobrar facilmente, que se criou uma nova moda de testes físicos a terminais. E o Nexus 6P parece ser o novo alvo.

Pessoalmente, os famosos drop tests e vídeos a destruir terminais resumem-se apenas à beleza caótica de ver uma peça de tecnologia a ser desintegrada. No entanto existem testes científicos e rigorosos de durabilidade. Este não é um deles.

Infelizmente este tipo de vídeos influenciam a opinião e a decisão de muitos consumidores. Especialmente quando sites e blogs vistos por consumidores saltam para a carruagem em vez de providenciar uma opinião e análise imparcial.

   

Este vídeo demonstra um indivíduo a testar o ecrã do Nexus 6P com objetos de diferentes superfícies para determinar o ponto em que começam a haver riscos ou quebras. A seguir ele passa uma lâmina na barra traseira onde reside a lente da câmara e ainda passa o ecrã pela chama de um isqueiro antes de prosseguir para o infame teste de dobra.

afterscratchlens6pMas esperem. O diabo mora nos detalhes. A ordem de ações interessa bastante. É apenas após passar a chama no ecrã que o Nexus 6P dobra. Exactamente no ponto das queimaduras. Além disso, após riscar a capa traseira da lente e verificar que houve de zero a pouco dano, ele rapidamente avança para o resto do vídeo, ignorando pontos positivos.

É importante também salientar que o terminal utilizado no vídeo não possui quaisquer logótipos da gama Nexus ou da marca Huawei, como é suposto. O que leva a supor que é um modelo de teste e pode não refletir a durabilidade do produto final.

Com isto tudo, o que quero dizer? Que o Nexus 6P é um Nokia 3310? Claro que não. Mas devemos tomar estas informações com uma pitada de sal e simplesmente não sermos manipulados por um vídeo de 3 minutos de um indivíduo a destruir um smartphone. Há quem nem veja o vídeo todo. Este tipo de vídeos são uma falácia demasiado frequente e meticulosamente orquestrada. Além de que nem sempre refletem uma utilização típica do dia a dia. A meu ver, este vídeo deve ser apreciado como uma destruição niilista de tecnologia e pouco mais.

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