Huawei Mate Xs: primeiras impressões do dobrável que vai dar que falar

António Guimarães
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A Huawei apresentou recentemente vários equipamentos, num evento alternativo à MWC 2020. Tivemos oportunidade na 4gnews de experimentar alguns deles, nomeadamente o Matebook D 14, o Matepad Pro 5G e o dobrável Mate Xs. O destaque vai certamente para o novo dobrável da marca. Vê o nosso vídeo de primeiras impressões.

Huawei Mate Xs foi o centro das atenções

Não há dúvida de que a nossa curiosidade estava bastante aguçada no sentido do Mate Xs. O dobrável é realmente uma peça de tecnologia interessante. Destaca-se o seu design, que foge ao que temos visto em outros dobráveis que fecham sobre si próprios como um livro.

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O Mate Xs dobra-se para fora, fechando-se num mecanismo. O mecanismo possui um botão que liberta a dobra e permite abrir o telemóvel, revelando o seu grande ecrã de 8 polegadas. Quando fechado, ele exibe um ecrã normal de 6.6 polegadas, assemelhando-se a um telemóvel tradicional.

É esta experiência que é uma mais valia no Mate Xs. Não temos ecrãs diminutos ou amostras, temos um ecrã de smartphone e quando aberto, um ecrã de tablet. É uma junção bastante funcional dos dois aparelhos. Temos ainda um ecrã secundário, que permite utilizar como visor das câmaras, por exemplo.

Especificações do Huawei Mate Xs

  • Ecrã de 8" polegadas quando aberto
  • Ecrã de 6.6" quando dobrado e 6.38" polegadas no outro lado do ecrã
  • Processador Kirin 990
  • Memória RAM de 8GB
  • Memória interna de 512GB
  • Câmaras (frontal é a mesma da traseira): 40MP + 8MP + 16MP + ToF
  • Bateria de 4500 mAh
  • Carregamento rápido de 55W (carrega 85% em 30 minutos)
  • Android 10 com EMUI 10
  • AppGallery e Huawei Mobile Services em vez de Google Play Store e serviços
  • Preço: 2499€ (disponibilidade em março)

Matepad Pro pode ser relevante nos tablets premium

Na verdade, o Matepad Pro já tinha sido apresentado em novembro. O tablet apresentado foi simplesmente a versão com upgrade para 5G. Contudo, tendo testado o tablet pela primeira vez, fiquei surpreendido com a fluídez da caneta, que se assemelha bastante à experiência de desenho num iPad.

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Não tendo ainda testado todos os tablets com caneta de mercado, posso afirmar que o Matepad Pro é certamente das melhores opções. Principalmente considerando o investimento que a Huawei está a fazer no ecossistema dos seus equipamentos.

Um ecossistema com muito potencial

Durante a apresentação, tive a oportunidade de experimentar o emparelhamento entre os equipamentos Huawei. A partir do Mate 30 Pro e do Mate Xs, é possível emparelhá-los com o Matepad Pro ou Matebook D para uma verdadeira experiência de convergência e produtividade.

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Eu sou da opinião de que o Android é bastante limitado nos tablets. Contudo, esta aposta da Huawei pode provar ser uma verdadeira revolução, trazendo mais um ecossistema Android fiável e que valha a pena utilizar. Marcas como Samsung e Xiaomi também tem tentado trazer ecossistemas.

Huawei continua a lutar pela independência da Google

Durante a apresentação, o CEO da Huawei Richard Yu, afirmou que empresa está a apostar em grande na sua loja de aplicações, intitulada AppGallery. Todos os dias estão a ser adicionadas novas apps à loja, tornando-a uma rival cada vez mais legítima À Google Play Store e Apple App Store.

Richard Yu também afirma que a Huawei que criar uma relação mais saudável entre a loja de apps e os programadores. Desta forma, a AppGallery pode ser uma plataforma de desenvolvimento de apps bastante aliciante, pois poderá trazer mais rentabilidade aos programadores.

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.